Os Estados Unidos e seus aliados europeus estão discutindo a adoção de medidas conjuntas contra a Síria caso Damasco não retire suas tropas do Líbano, disseram autoridades norte-americanas na quinta-feira, quando o presidente George W. Bush renovou suas exigências pela desocupação.
Bush fez menção ao assunto pelo segundo dia consecutivo. "A mensagem em alto e bom som-- dos Estados Unidos, da França e de muitas outras nações-- é de que a Síria deve retirar não só suas tropas, mas as forças do seu serviço secreto do Líbano agora", afirmou.
O presidente disse que a Europa está pressionando a Síria porque "as pessoas agora entendem que, se você acredita na democracia, por que não permitir que a democracia no Líbano floresça e cresça?"
A secretária de Estado Condoleezza Rice rejeitou a proposta de retirada parcial feita por Damasco, dizendo que há uma resolução da ONU que "prevê a retirada de todas as tropas sírias".
Uma importante fonte do governo disse que os EUA e seus aliados estão avaliando "que passos adicionais a comunidade internacional pode dar para buscar o cumprimento (da resolução da ONU, aprovada em setembro de 2004, que prevê a retirada)". Fontes do Congresso e do Executivo disseram que Europa e EUA podem adotar sanções econômicas contra Damasco e proporem uma nova resolução no Conselho de Segurança. "Estamos nos antecipando a qualquer contingência que possa surgir", disse uma fonte.
Autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters disseram que as possíveis sanções ainda não foram definidas. A embaixada francesa em Washington não quis comentar o assunto.
Além dessas negociações, os Estados Unidos estudam adotar novas sanções unilaterais contra a Síria, como o congelamento de bens para isolar ainda mais o sistema bancário do país.
Em entrevista publicada na terça-feira pela revista Time, o presidente da Síria, Bashar Al Assad, previu que todo o contingente militar do seu país sairá do Líbano dentro de poucos meses.
Bush pressionou Rice na quinta-feira para ter detalhes das conversas que ela manteve com líderes europeus a respeito desse assunto. "Estou ansioso para saber não só das suas palavras, quero saber também da sua linguagem corporal", afirmou.