Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2026

EUA e Coréia do Sul defendem relação pacífica com Coréia do Norte

Quinta, 17 de Novembro de 2005 às 09:19, por: CdB

Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, disseram nesta quinta-feira que o programa nuclear da Coréia do Norte "não será tolerado", mas que o problema deve ser resolvido de forma pacífica. Os dois líderes fizeram a declaração durante uma entrevista coletiva que concederam durante a visita de Bush a Gyeongju, a antiga capital da Coréia do Sul.

A viagem do presidente americano ao país faz parte do seu giro de oito dias pelo leste da Ásia - ele já esteve no Japão e ainda vai à China e à Mongólia. Bush vai participar da reunião da Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês), que começa nesta sexta-feira em outra cidade sul-coreana, Pusan.

Bush e Roh também defenderam a assinatura de um tratado de paz para formalizar o fim da Guerra da Coréia (1950-53). Eles disseram que um tratado formal "aumentaria a confiança e reduziria a tensão militar na península coreana".

A Guerra das Coréia terminou apenas com um armistício, o que significa que, tecnicamente, Coréia do Sul e Coréia do Norte continuam em guerra.
Segundo a agência de notícias Associated Press, enquanto Bush e Roh falavam, cerca de 250 pessoas reunidas na estação de trem da cidade protestavam contra a visita do presidente americano e várias levavam cartazes onde se lia "pare Bush".

Na China, sua próxima parada, Bush deverá se encontrar com o presidente Hu Jintao, que também estará na reunião da Apec. Em discurso ainda no Japão na quarta-feira, o presidente americano pediu à China que permita mais liberdades políticas no país. Bush chegou a comparar o rígido controle político interno exercido por Pequim com o regime de Taiwan, que sugeriu ser mais democrático.

Mas ele ressaltou que o governo americano não mudou sua política de reconhecer a existência de apenas uma China, como quer o regime chinês.
Bush também elogiou Pequim por seu papel nas negociações para pôr fim à crise sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.

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