Os Estados Unidos e o Brasil compartilham "interesses similares" em matéria de liberalização dos mercados agrícolas e poderiam trabalhar juntos, declarou o subsecretário das Relações Exteriores do departamento do Tesouro americano, John Taylor, nesta quinta-feira em Nova York. - A posição oficial americana em matéria de agricultura é reduzir barreiras, diminuir subsídios, eliminar os subsídios à exportação e melhorar os acessos aos mercados - declarou Taylor à imprensa depois de uma conferência sobre as perspectivas econômicas na América Latina. - É uma área na qual Brasil e Estados Unidos podem trabalhar juntos, têm interesses parecidos - acrescentou, mencionando fóruns como a Organização Mundial do Comércio (OMC). As declarações de Taylor foram feitas um dia depois do ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, ter afirmado que a estratégia dos Estados Unidos de não abrir seus mercados e subsidiar a agricultura porque a Europa continua fazendo o mesmo lembra os fariseus. - Cada vez que escuto esse argumento me lembro da Bíblia, dos fariseus, do "faça o que eu digo e não o que eu faço" - disse Furlan à imprensa, ao comentar as declarações de Robert Zoellick, representante do Comércio dos Estados Unidos, que defende o livre comércio, mas que pede primeiro o fim das elevadas subvenções européias para acabar com as de seu país.
EUA e Brasil compartilham interesse em abertura de mercados agrícolas
Quinta, 05 de Junho de 2003 às 13:59, por: CdB