O momento em que a primeira bomba atinge a colina controlada pelo 'Estado Islâmico', que buscava um ponto estratégico para dirigir os ataques a Kobani
Caças dos EUA e de seus aliados realizaram 22 ataques aéreos contra as forças do Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque na sexta-feira e sábado, informou o Comando Central dos EUA. Aviões de guerra norte-americanos também destruíram uma peça de artilharia do Estado Islâmico perto de Kobani, Síria, disseram autoridades neste sábado.
Os 22 ataques no Iraque incluíram incursões nas áreas perto da represa vital de Mosul, na cidade de Fallujah, e na cidade de Bayji, sede de uma refinaria de petróleo. Os ataques no Iraque atingiram grandes e pequenas unidades do Estado Islâmico, edifícios, veículos e posições de combate, disse o Comando Central. As aeronaves utilizadas nos ataques retornaram com segurança, disseram autoridades norte-americanas. Pelo menos 55 membros do Estado Islâmico (EI) morreram após os bombardeios mais intensos realizados até o momento pela coalizão internacional contra as posições do grupo jihadista da cidade iraquiana de Mossul.
O general da polícia da província de Nineveh, no norte do país, Khaled al Hamdani, explicou à EFE que o local mais bombardeado foi um acampamento na cidade de Al Kendi, usado pelos radicais como sede militar. A ofensiva, realizada com morteiros e, sobretudo, aviões franceses, destruiu também munições e armas guardadas pelo EI na região. O general disse que, após os ataques, integrantes do EI enviaram muitas ambulâncias ao local para transferir feridos e mortos. Além disso, cortaram a comunicação e a eletricidade na cidade.
Por outro lado, fontes médicas afirmaram que o hospital de Mossul recebeu mais de 150 vítimas, entre mortos e feridos. Mais de 50 corpos foram levados pelo EI ao cemitério de Wadi Akab. Em junho, os extremistas lançaram um ataque relâmpago e com isso conseguiram controlar largas zonas no norte do Iraque, incluindo Mossul, e proclamaram a formação de um califado no país e na vizinha Síria.
Artilharia pesada
No mesmo dia, jihadistas do EI realizaram um novo ataque em direção à fronteira com a Turquia, ao norte de Kobane, a cidade síria defendida ferozmente pelos curdos, que ainda estão à espera de reforços do Curdistão iraquiano.
Os extremistas, posicionados perto da fronteira com a Turquia, "fizeram disparos de artilharia pesada em direção a fronteira", e pelo menos "quatro morteiros caíram do lado turco", informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que se baseia em uma vasta rede de observadores em todo o país.
Enquanto isso, na sexta-feira (24( à noite, os intensos combates foram retomados nas ruas desta cidade sitiada pelos radicais desde 16 de setembro.
Apesar de estarem em menor número e com armas inferiores às dos jihadistas, as forças curdas resistem, mas a chegada de cerca de mil rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL), anunciada na sexta-feira por Ancara, é cada vez mais incerta após líderes curdos sírios garantirem não existir nenhum acordo nesse sentido.
Mas o reforço de cerca de 150 peshmergas (combatentes curdos iraquianos), parece certo e deverá chegar na próxima semana, passando pela fronteira turca.
Ancara concordou em permitir a passagem dos combatentes curdos iraquianos, mas ainda se recusa a deixar que os curdos de outras nacionalidades venham para ajudar as milícias curdas da Síria, considerando-os "terroristas" ligados ao PKK, o partido curdo turco que desde 1984 realiza uma insurgência separatista.
Em todo caso, a oposição síria considera necessário abrir outras frentes de combate contra os jihadistas no país para afrouxar o cerco sobre Kobane.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.