Segundo o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack, o governo e autoridades bancárias conseguiram identificar "uma via técnica" para transferir o dinheiro de volta à Coréia do Norte.
McCormack disse que a transferência depende agora de autoridades de Macau.
O governo de Pyongyang insiste em receber o dinheiro, num montante de US$ 25 milhões, antes de avançar no acordo para o desarmamento nuclear.
Diplomatas temem que o impasse impeça a Coréia do Norte de cumprir o prazo para o fechamento de seu principal reator nuclear, em Yongbyon, o que seria um primeiro passo para abandonar seu programa nuclear.
Um acordo selado em 13 de fevereiro estabelecia prazo de 60 dias (até 14 de abril) para que o reator de Yongbyon fosse fechado. Em troca, a Coréia do Norte vai receber doações de combustível e outros incentivos por parte de seus interlocutores: Estados Unidos, China, Rússia, Japão e Coréia do Sul.
Negociadores americanos participam há diversos dias de discussões em Pequim para tentar solucionar o impasse.
Em 14 de março, o governo americano anunciou que havia concluído uma investigação de alegações de lavagem de dinheiro contra o Bando Delta Asia, de Macau.
Isso abriu o caminho para que o dinheiro congelado desde setembro de 2005 fosse transferido para uma conta da Coréia do Norte na China. Essa transferência, no entanto, ainda não foi feita, diante de relatos de que bancos chineses não querem receber o dinheiro.
O porta-voz americano informou ainda que o negociador nuclear dos EUA, Christopher Hill, vai retornar à região neste domingo, uma indicação de que a implementação do acordo pode estar próxima.
Hill vai participar de reuniões em Tóquio, Seul e Pequim, segundo McCormack.