Os Estados Unidos nunca exigiram que Jean Bertrand Aristide se exilasse, embora considerassem que o então presidente era um obstáculo para seus esforços de devolver a democracia ao Haiti", afirmou nesta quarta-feira o subsecretário de Estado americano para a América Latina, Roger Noriega. "A saída de Aristide nunca foi uma exigência dos Estados Unidos", declarou Noriega a uma subcomissão de Relações Internacionais da Câmara dos Representantes.
"Temos trabalhado continuamente com nossos colaboradores internacionais para tentar romper o estancamento político e dar uma oportunidade à democracia no país", continuou. "Embora estivéssemos convencidos de que Aristide era um grande obstáculo para alcançarmos isto, trabalhamos com ele até o fim", garantiu.
Além disso, Noriega responsabilizou Aristide pela crise. "Em vez de adotar medidas para conseguir um consenso político, dar fim à corrupção e promover um ambiente seguro, Aristide continuou recrutando e armando grupos para atuar contra seus adversários políticos". Representantes democratas acusaram o governo de George W. Bush de "promover a violência no Haiti e criar uma situação que levou Aristide a deixar o país, por não ter enviado tropas americanas mais cedo ao país".
Aristide, cujo mandato expirava em 2006, diz ter sido seqüestrado e obrigado por militares americanos a renunciar à presidência do Haiti em 29 de fevereiro.