Os Estados Unidos disseram na segunda-feira que estão "muito preocupados'' com o assassinato do líder do Hamas, xeique Ahmed Yassin, mas que Israel tem o direito de se defender contra o grupo "terrorista".
A morte do líder do grupo palestino, xeique Ahmed Yassin, que gerou promessa de vingança do Hamas contra Israel e os Estados Unidos, é outro importante revés para o plano de paz apoiado pelos norte-americanos, que já estava paralisado.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, pediu calma na região depois do assassinato e passou a responsabilidade para na Autoridade Palestina, a quem disse para "fazer tudo que puder para confrontar e desmantelar a organização terrorista''.
"Estamos muito preocupados com os acontecimentos desta manhã em Gaza", disse McClellan. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Sean McCormack, disse que "Israel tem o direito de se defender''.
O Ministro de Relações Exteriores israelense, Silvan Shalom, encontrou-se com o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, horas depois da operação militar e disse a repórteres que Washington não tinha envolvimento na decisão de matar o xeique.
"Estamos fazendo tudo o que podemos para coordenar nossas ações com a administração dos EUA, mas isso não inclui esta que foi tomada em Gaza'', disse Shalom na Casa Branca. "O governo de Israel decidiu sozinho tomar essa decisão.'' O encontro de Shalom com Cheney já estava marcado antes do assassinato acontecer.
Shalom afirmou que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, deve visitar os EUA nos dias 1º ou 14 de abril, para conversar com o presidente norte-americano, George W. Bush.
No mês que vem, Bush também deve se reunir com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, para discutir o plano de paz, em seu rancho no Texas.