Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

EUA dizem que curdos ainda controlam cidade Síria na fronteira

Forças curdas parecem ter contido militantes do Estado Islâmico que avançavam contra a cidade de Kobani, do lado sírio na fronteira com a Turquia, disseram militares dos Estados Unidos nesta quinta-feira, após novos ataques aéreos dos EUA na área terem acertado campos de treinamento e combatentes inimigos.

Quinta, 09 de Outubro de 2014 às 08:54, por: CdB

Forças curdas parecem ter contido militantes do Estado Islâmico que avançavam contra a cidade de Kobani, do lado sírio na fronteira com a Turquia, disseram militares dos Estados Unidos nesta quinta-feira, após novos ataques aéreos dos EUA na área terem acertado campos de treinamento e combatentes inimigos.

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O comunicado veio após um grupo de monitoramentodo conflito sírio ter dito, nesta quinta-feira, que ataques aéreos liderados pelos EUA fracassaram
“O Comando Central dos EUA continua a monitorar a situação em Kobani de perto. Indicações são de que a milícia curda lá continua a controlar a maior parte da cidade e a resistir contra o EIIL”, disse o comando militar norte-americano. O comunicado veio após um grupo de monitoramentodo conflito sírio ter dito, nesta quinta-feira, que ataques aéreos liderados pelos EUA fracassaram em parar o avanço de combatentes do Estado Islâmico, os quais teriam, segundo o grupo, tomado mais de um terço de Kobani. Os cinco mais recentes ataques aéreos dos EUA, conduzidos na quarta e nesta quinta-feira, acertaram um campo de treinamento do Estado Islâmico e destruíram um dos edifícios de apoio do grupo militante, assim como dois veículos, disse o comando militar dos EUA. Eles também acertaram uma grande unidade e uma pequena unidade de combatentes islâmicos. Estado Islâmico Os combatentes do Estado Islâmico se apoderaram de mais de um terço da cidade fronteiriça síria de Kobani, apesar de ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra suas bases dentro e no entorno da área, majoritariamente curda, afirmou nesta quinta-feira um grupo de monitoramento do conflito. O comandante dos grupos da defesa curda em Kobani, Esmat al-Sheikh, que estão em desvantagem em armamento, disse que o Estado islâmico controla uma área um pouco menor. No entanto, ele reconheceu que os militantes obtiveram importantes ganhos depois de uma batalha de três semanas pelo controle da cidade, a qual também desencadeou os piores confrontos de rua em anos entre a polícia e manifestantes curdos do outro lado da fronteira, na Turquia. O grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o Estado Islâmico, ainda amplamente conhecido por sua antiga sigla, EIIL - avançou nesta quinta-feira. - O EIIL controla mais de um terço de Kobani. Todas as áreas do leste, uma pequena parte do nordeste e uma área no sudeste - disse o dirigente do Observatório, Rami Abdulrahman. Garotas ocidentais Foad, um caminhoneiro francês de origem marroquina, viajou sozinho para a Síria para resgatar sua irmã de 15 anos de um grupo islâmico que, segundo ela, a mantinha como prisioneira. Mas, quando finalmente ficou frente a frente com a irmã, ela não quis ir embora. Foad está convencido de que sua irmã Nora, que ele descreveu como uma adolescente impressionável que amava filmes da Disney antes de ir para a Síria em uma tarde de janeiro, ficou por lá porque foi ameaçada de morte pelo comandante, ou emir, do grupo ao qual ela se uniu. A ex-estudante colegial está entre dezenas de garotas europeias, muitas delas da mesma idade, que vivem com tais grupos na Síria. É um aspecto do conflito que está começando a preocupar governos europeus, anteriormente mais focados no fluxo de homens jovens que adentravam as tropas do Estado Islâmico e de outros grupos. Muitas das garotas mais jovens são atraídas com promessas de trabalho humanitário. Já na Síria, elas descobrem seu destino: casamento forçado com um combatente, estrita aderência à lei Islâmica, uma vida sob vigilância e pouca esperança de retornar para casa, de acordo com pais, parentes e especialistas em radicalização. - Quando ela me viu entrar naquela sala, ela não podia parar de chorar e me segurar. Em um momento, eu disse ‘Então, você vai voltar comigo’ - disse Foad, de 37 anos, à Reuters. “Ela começou a bater a cabeça na parede dizendo, ‘eu não posso, eu não posso, eu não posso’”. Foad, que pediu para que seu nome completo não fosse divulgado para proteger sua família na França, disse que Nora o havia informado que o primeiro local dela foi Aleppo. Ele não quis divulgar o local do segundo encontro, seguindo orientações da polícia francesa, para não revelar detalhes relevantes à investigação. Foad disse que uma conversa que ele ouviu entre sua irmão e o emir sugeriram que ela fora alertada a ficar. Nora havia repetidamente pedido à família, por telefone, para ser resgatada das mãos dos militantes, os quais chamou de “hipócritas” e “mentirosos”. Enquanto governos ocidentais têm se concentrado em milhares de voluntários jihadistas homens que foram para a Síria e para o Iraque, autoridades da área de segurança na Europa têm expressado alarme sobre um pequeno, mas estável, fluxo de grupos femininos para os mesmo lugares. Compondo até 10 %  de todas as partidas para as áreas controladas elos islamitas radicais, de acordo com autoridades do governo e especialistas em terrorismo, as jovens são vistas como prêmios por combatentes ávidos para se casar. Ocidentais adolescentes são frequentemente observadas por recrutadoras mais velhas, muitas dos quais ficam na Europa e usam mídias sociais, telefonemas e falsas amizades para convencê-las a fazer trabalho humanitário em regiões devastadas pela guerra. Outras precisam de menos convencimento, ansiosas por participar no que acreditam ser uma jihad, ou guerra sagrada. Embora as mulheres não lutem, mesmo que algumas formem unidades policiais,  suas casas são próximas de zonas de combate e expostas a bombardeios da aviões da coalizão montada para combater o Estado Islâmico. Mulheres têm poucas esperanças de escapar caso tenham algum arrependimento. Foad disse que todo o contato com a irmã foi cortado desde a visita em maio. - Das jovens que acompanhamos, nenhuma voltou viva para casa - disse Dounia Bouzar, uma antropóloga francesa encarregada de uma missão para desradicalizar candidatas para a jihad.

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