Acusado pela oposição democrata de ignorar o eleitorado de origem latina, o governo norte-americano anunciou, na última quarta-feira, um acordo com o México para divulgar os direitos trabalhistas entre os hispânicos. Na cerimônia de assinatura do acordo, a secretária do Trabalho, Elaine Chao, disse que os latino-americanos são "parte integral da força de trabalho norte-americana".
O acordo prevê que esses direitos serão divulgados em inglês e castelhano por meio dos 45 consulados mexicanos no país, por anúncios em serviços públicos e por meio de uma linha telefônica gratuita.
O objetivo é dar informação a mexicanos que trabalham em setores com baixos salários, como agricultura, construção civil, alimentação e vigilância, disse o Departamento do Trabalho dos EUA.
Os democratas, inclusive o candidato à presidência John Kerry, acusam Bush de não se empenhar para melhorar a vida dos hispânicos, que compõem a maioria dos 12 milhões de imigrantes ilegais nos EUA. Chao disse que o governo Bush tem o compromisso de "garantir que eles (os hispânicos) estejam seguros no emprego e sejam total e justamente recompensados por seu trabalho".
Bush e Kerry disputam ativamente o eleitorado hispânico nas eleições de novembro. Esse contingente é especialmente importante em Estados como Arizona e Flórida, que devem ter uma eleição apertada. Cerca de 6 milhões de latino-americanos votaram nas eleições presidenciais de 2000, dos quais 35 por cento em Bush.
Cerca de 40 milhões de latino-americanos vivem nos EUA, dois quais dois terços de origem mexicana, segundo o Departamento do Censo.
Melhorar a vida dos imigrantes mexicanos nos EUA é um dos principais objetivos do presidente do México, Vicente Fox, que chegou a negociar um acordo imigratório com Bush, assunto que saiu da pauta depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.
EUA divulgam direitos trabalhistas aos hispânicos
Quarta, 21 de Julho de 2004 às 23:52, por: CdB