Para Catarina de Albuquerque, existem disparidades na distribuição dos serviços que afetam afrodescendentes e indígenas.
Catarina de Albuquerque
A relatora independente para o Direito à Água Potável e Saneamento afirmou que está preocupada com leis, políticas e práticas sobre o acesso aos serviços nos Estados Unidos.
Em nota, divulgada na sexta-feira, Catarina de Albuquerque afirmou que "o país tem que fazer mais" para eliminar o que ela chamou de discriminação no acesso à água e esgotamento.
Corte de Serviços
De acordo com a relatora, existem grandes disparidades no fornecimento que afetam afrodescendentes e indígenas americanos.
Catarina de Albuquerque citou um estudo sobre o impacto racial do preço da água da Comissão de Água e Esgoto de Boston, no estado de Massachussetts. Segundo ela, para cada 1 ponto porcentual de aumento dos preços, entre o grupo de afrodescendentes o número de ameças de corte de serviços subia 4%.
A relatora visitou os Estados Unidos numa missão de apuração. Segundo ela, 13% dos lares chefiados por indígenas americanos não têm acesso à água potável ou saneamento. Já no caso dos não-indígenas, este número é de 0,6%.
Padrões Internacionais
Catarina de Albuquerque afirmou que o acesso aos serviços é ainda mais complicado para indígenas americanos, dependendo se eles são reconhecidos, em nível federal, como povos ou não.
Ela afirmou que de acordo com os padrões internacionais, o reconhecimento de uma identidade ou de um povo indígena não está ligado à verificação federal.
A relatora pediu ações legais para mudar o status. Segundo ela, o direito à água e ao saneamento, é um direito humano.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.