O plano de guerra do Pentágono para o Iraque prevê o uso de 3,000 bombas e mísseis de precisão nas primeiras 48 horas da campanha aérea, um esforço para enfraquecer e isolar as forças iraquianas e rapidamente abrir o caminho para um ataque terrestre, que desestabilizaria o governo de Saddam. O bombardeio inicial utilizaria um número 10 vezes maior de bombas de precisão que o utilizado nos dois primeiros dias da Guerra do Golfo em 1991, e os alvos seriam as defesas aéreas, QGs políticos e militares, instalações de comunicações e sistemas suspeitos de armas químicas e biológicas. As afirmações foram confirmadas por autoridades do Pentágono. Os planejadores militares afirmaram que os objetivos imediatos seriam quebrar a vontade de combater do Exército iraquiano, motivar grandes deserções ou rendições - e oferecer segurança para estes soldados - e cortar a liderança em Bagdá, com o intuito de causar um rápido colapso do governo do presidente Saddam Hussein. A campanha aérea seria realizada por 500 aviões da Força Aérea voando a partir de bases na região do Golfo, além de aviões da Marinha estacionados em quatro ou cinco porta-aviões, cada um com 80 aviões de ataque e apoio. Cerca de 300 aviões americanos de guerra já estão posicionados em campos de pouso ao norte e sul do Iraque. Dois porta-aviões já estão estacionados na região, e outros dois devem atingir alcance de ataque ainda neste mês. A guerra aérea seria significativa pelos alvos que escolheu. Já que os EUA querem ajudar o Iraque a se reconstruir rapidamente após o conflito, a campanha aérea deve limitar os danos à infra-estrutura iraquiana e minimizar as baixas civis. "Os desafios nesta campanha aérea serão alcançar certos efeitos militares e psicológicos imediatos, mas preservando o máximo possível a infra-estrutura existente", afirmou o general Ronald R. Fogleman, ex-chefe de Estado Maior da Fora Aérea e que é membro do Conselho de Política de Defesa, uma comissão que assessora o secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld. A ação terrestre seria realizada por duas divisões do Exército e por uma Força Expedicionária dos Fuzileiros. Uma outra força do Exército com outras capacidades - incluindo-se elementos das divisões aerotransportadas 82ª e 101ª - seria direcionada para missões especiais.
EUA devem utilizar bombardeio de precisão contra o Iraque
Domingo, 02 de Fevereiro de 2003 às 19:12, por: CdB