Rio de Janeiro, 09 de Abril de 2026

EUA desenvolvem vacina contra câncer cervical

Os Estados Unidos licenciaram a primeira vacina contra o câncer cervical, doença que mata pelo menos 290 mil mulheres no mundo todo por ano. (Leia Mais)

Segunda, 19 de Junho de 2006 às 12:08, por: CdB

Os Estados Unidos licenciaram a primeira vacina contra o câncer cervical, doença que mata pelo menos 290 mil mulheres no mundo todo por ano.

O novo medicamento, chamado Gardasil e fabricado pela companhia Merck & Co., foi elaborado para ser dado a meninas e mulheres entre nove e 26 anos de idade.

- Esta vacina é um avanço significativo na proteção da saúde das mulheres - disse Andrew von Eschenbach, representante interino do Food and Drug Administration (FDA), o órgão americano que fornece a licença para medicamentos e alimentos.

O tratamento completo deve durar cerca de seis meses e custar por volta de US$ 360 (cerca de R$ 816).

Mas grupos conservadores nos Estados Unidos afirmam que tratar meninas antes que elas sejam sexualmente ativas vai encorajar a promiscuidade.

Cerca de 100%

A FDA aprovou o Gardasil depois de um programa de testes clínicos de seis meses, envolvendo 21 mil mulheres em todo o mundo.

Os testes mostraram que o Gardasil foi "quase 100% eficaz" na prevenção do papillomavirus humano (HPV), que causa verrugas genitais que podem levar ao câncer, segundo a FDA.

A FDA afirma que o novo medicamento é eficaz contra quatro principais tipos do vírus HPV.
Três injeções vão custar US$ 360 e, segundo a companhia Merck, a nova vacina pode estar disponível dentro de algumas semanas.

- Felizmente agora podemos incluir os piores tipos do HPV e a maioria dos casos de câncer cervical na lista de doenças que não precisam atingir ou matar mais ninguém - disse Alex Azar, vice-secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

As infecções por HPV podem ser responsáveis por pelo menos 70% dos casos de câncer cervical, o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo todo depois do câncer de mama.

A maioria das mortes causadas pelo câncer cervical ocorre em países em desenvolvimento onde exames preventivos não ocorrem com tanta freqüência.

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