Os EUA voltaram nesta quinta-feira a desaconselhar seus cidadãos a viajarem para a Indonésia, depois que informações revelaram que radicais islâmicos no país asiático teriam mudado de tática.
A polícia indonésia e outras agências de segurança disseram que grupos como o Jemaah Islamiah (JI), ligado à rede Al-Qaeda, haviam mudado de alvo, passando a visar indivíduos ao invés de locais onde se reúnem estrangeiros, como boates ou hotéis.
O aviso mais recente do Departamento de Estado dos EUA não menciona diretamente essa questão, mas afirma: "O governo americano continua a receber informações de que a JI e outros grupos extremistas podem estar planejando novos ataques contra interesses dos EUA e do Ocidente na Indonésia".
Segundo o comunicado, desde que o nível de segurança aumentou nas instalações americanas, os "terroristas podem tentar atingir alvos 'mais fáceis', como conjuntos habitacionais e casas".
A JI foi acusada de ser a responsável pelos atentados de Bali em outubro de 2002, nos quais foram mortas 202 pessoas, a maior parte delas turistas estrangeiros. Mas a polícia indonésia disse que a organização terrorista estava desistindo de ataques desse tipo.
- Houve uma mudança. Agora há ameaças contra indivíduos, especialmente diplomatas e autoridades policiais - afirmou na quarta-feira Suyitno Landung, chefe do Departamento de Investigação Criminal da polícia indonésia, sem dar maiores detalhes.
No alerta desta quinta-feira, os EUA dizem que a JI pode usar o período da eleição presidencial para realizar ataques. O pleito está marcado para o dia 5 de julho e, se nenhum dos cinco candidatos conseguir a maioria dos votos, um segundo turno deve acontecer em setembro.
A JI "e outro grupo militante similar podem usar essas eleições como uma oportunidade para realizar ataques", afirmou o Departamento de Estado americano.
EUA desaconselham viagem à Indonésia a seus cidadãos
Quinta, 17 de Junho de 2004 às 08:09, por: CdB