Os Estados Unidos passaram a soberania do Iraque para um governo interino nesta segunda-feira, formalmente encerrando uma ocupação de 14 meses, dois dias antes do que o previsto para tentar evitar ataques de guerrilha.
Em uma cerimônia surpresa que acabou antes de ser anunciada e que aconteceu sem os iraquianos estarem cientes dela, o administrador norte-americano do Iraque, Paul Bremer, deu uma carta a autoridades do país selando a transferência formal de poderes. Bremer já deixou o Iraque, segundo uma fonte da coalizão.
- Esse é um dia histórico, um dia que todos os iraquianos aguardavam - afirmou o presidente iraquiano, Ghazi Yawar, durante a cerimônia, que passou a soberania às 10h26 (3h26, horário de Brasília).
Representantes dos EUA e da Grã-Bretanha dizem que a transferência é um passo-chave para a democracia no Iraque, mas uma das primeiras ações do governo soberano deve ser a imposição de leis de emergência, incluindo toques de recolher, para conter as guerrilhas.
Ghazi al-Yawar e Iyad Allawi foram formalmente empossados como presidente e primeiro-ministro, respectivamente, nesta segunda-feira em uma cerimônia para oficializar o governo interino que agora é responsável pela soberania do Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu formalmente ao novo governo do Iraque nesta segunda-feira para restabelecer as relações diplomáticas que foram rompidas durante a Guerra do Golfo, em 1990/91.
Bush fez o pedido em uma carta entregue ao ex-administrador dos EUA, Paul Bremer, no dia em que a ocupação liderada pelos Estados Unidos formalmente terminou e que um governo interino iraquiano assumiu o poder.