Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

EUA defendem sua política de combate à Aids

Quarta, 14 de Julho de 2004 às 07:31, por: CdB

Os Estados Unidos defenderam-se nesta quarta-feira de críticas sobre suas políticas em relação à Aids, afirmando que comandam a luta contra a epidemia e que gastam mais dinheiro nela do que todo o resto do mundo somado.

O coordenador de Aids dos EUA, Randall Tobias, ignorou os cerca de 50 manifestantes que gritavam "Bush mente, milhões morrem" ao falar durante uma conferência sobre Aids, que contou com a presença de 17 mil pessoas. "Neste ano, a América está gastando quase duas vezes mais na luta contra a Aids do que os governos do resto do mundo combinados", disse ele.

Tobias disse que é possível haver maneiras diferentes de abordar a luta contra a Aids, rejeitando as acusações de que a decisão de Washington de lançar seu próprio programa e de apoiar a abstinência sexual estaria destruindo uma estratégia unificada.

"HIV/Aids é que são os inimigos reais. A rejeição, o estigma e a complacência que alimentam o HIV/Aids - esses também são inimigos reais. É moralmente importante que nossas energias sejam direcionadas contra esses inimigos, não uns contra os outros. Prevenir a Aids não é um teste de múltipla escolha", completou. "Abstinência funciona. Ser fiel funciona. Camisinhas funcionam. Cada um tem o seu lugar".

A agenda moral de Washington, as políticas de comércio e as diretrizes de financiamento foram fortemente criticadas na conferência, nesta semana, por ativistas e líderes mundiais, incluindo o presidente francês Jacques Chirac e o secretário geral da ONU, Kofi Annan.

O plano do presidente George W. Bush promete 15 bilhões de dólares em cinco anos para cuidados, prevenção e tratamento em 15 países, a maior parte na África e Caribe, países que contabilizam 70 por cento de todas as infecções.

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