Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

EUA defendem presença de soldados no Iraque

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu a presença dos Estados Unidos no Iraque, dizendo que retirar as tropas agora seria abandonar o país a assassinos bárbaros. "Se nós abandonarmos as futuras gerações no Oriente Médio ao desespero e ao terror, nós também vamos estar condenando gerações futuras à insegurança e ao medo". (Leia Mais)

Sábado, 01 de Outubro de 2005 às 06:21, por: CdB

 A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu a presença dos Estados Unidos no Iraque, dizendo que retirar as tropas agora seria abandonar o país a "assassinos bárbaros".

- Se nós abandonarmos as futuras gerações no Oriente Médio ao desespero e ao terror, nós também vamos estar condenando gerações futuras à insegurança e ao medo - afirmou Rice, em um discurso na Universidade de Priceton, em Nova Jersey.

De acordo com um correspondente da BBC, as declarações da secretária americana fazem parte de uma campanha do governo para reverter a queda do apoio popular à guerra, indicado em recentes pesquisas de opinião.

Rice reconheceu os sacrifícios dos soldados americanos no Iraque, lamentando as mortes de quase dois mil deles, mas disse que a população dos Estados Unidos precisa ter clareza de quem estão enfrentando.

- Esta não é uma coalizão popular de resistência nacional, são assassinos bárbaros que querem provocar nada mais do que uma completa guerra entre muçulmanos no Oriente Médio.

Transformação

A secretária americana disse que as tropas foram enviadas para "transformar" as sociedades do Oriente Médio e que agora não era hora de vacilar.

- Se nós sairmos agora, nós vamos abandonar o Iraque na hora em que eles mais precisam. Nós vamos fortalecer todo inimigo da liberdade e da democracia no Oriente Médio. Nós vamos destruir qualquer chance das pessoas dessa região de construírem um futuro de esperança e oportunidade. E nós vamos tornar os Estados Unidos mais vulneráveis.

Rice fez esses comentários a duas semanas da data marcada para um referendo no Iraque sobre a nova Constituição do país.

Ela também defendeu o uso da força e fez uma crítica velada aos países que não apoiaram a invasão iraquiana.

- Qualquer defensor da democracia que promove princípios sem poder é incapaz de fazer uma diferença real na vida dos oprimidos.

Rice também disse que os iraquianos precisam manter o compromisso com a democracia e que os vizinhos do país precisam apoiá-lo.

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