Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

EUA declaram aval a novos líderes do Egito

Partidários do presidente deposto Mohamed Mursi se preparam para um confronto na sexta-feira no Egito, depois de os Estados Unidos declararem que os militares do país estavam "restaurando a democracia" ao deporem o líder eleito.

Sexta, 02 de Agosto de 2013 às 09:40, por: CdB
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Máscaras com o rosto do presidente deposto do Egito Mohamed Mursi fotografadas na praça Rabaa Adawiya
Partidários do presidente deposto Mohamed Mursi se preparam para um confronto na sexta-feira no Egito, depois de os Estados Unidos declararem que os militares do país estavam "restaurando a democracia" ao deporem o líder eleito. Milhares de pessoas se reúnem em dois acampamentos da Irmandade Muçulmana no Cairo, desafiando as ameaças de repressão do governo provisório empossado pelos militares no mês passado. Nesta sexta-feira, no acampamento de Rabaa al Adawiya, o maior deles, jovens usando capacetes e brandindo porretes montaram uma primeira linha de defesa atrás de barricadas feitas com tijolos e sacos de areia. Diplomatas estrangeiros, entidades de direitos humanos e líderes religiosos egípcios pediram às autoridades que evitem um derramamento de sangue. Fontes políticas disseram que houve um intenso debate dentro do gabinete acerca da conveniência de uma ação das forças de segurança. Quase 300 pessoas morreram na violência desde que Mursi foi derrubado. No incidente mais grave, 80 partidários do político islâmico foram mortos pelas forças de segurança, no sábado passado. Mursi, primeiro governante eleito livremente na história egípcia, foi deposto em 3 de julho, após várias semanas de intensos protestos nas ruas pedindo sua renúncia. Muitos egípcios estavam frustrados por sua incapacidade de fazer frente aos problemas econômicos e sociais, e temiam que ele estivesse levando o país para um regime islâmico. Desde então, os EUA evitavam descrever como "golpe" a intervenção militar que derrubou o presidente, já que isso acarretaria sanções como o corte da ajuda militar de US$ 1,3 bilhão por ano. Mas na quinta-feira o secretário norte-americano de Estado, John Kerry, adotou um novo tom, declarando durante visita ao Paquistão que o Exército estava "restaurando a democracia" ao derrubar o presidente. - Os militares foram chamados a intervir por milhões e milhões de pessoas, todas elas temerosas de um mergulho no caos e na violência - disse Kerry a uma TV paquistanesa. O secretário cobrou, no entanto, respeito pelo direito dos egípcios -inclusive os partidários de Mursi- a se manifestarem pacificamente.
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