Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

EUA cortam menos empregos que o previsto em agosto

Sexta, 04 de Setembro de 2009 às 07:30, por: CdB

Empregadores norte-americanos fecharam 216 mil postos de trabalho em agosto, menos que o esperado, enquanto a taxa de desemprego subiu para o maior patamar em 26 anos, informou o governo nesta sexta-feira, em um relatório mostrando um mercado de trabalho ainda frágil.

O Departamento de Trabalho informou que a taxa de desemprego subiu para 9,7%, ante 9,4% em julho, enquanto o declínio nos cortes foi o menor em um ano.

O departamento revisou as demissões de junho e julho, com mais 49 mil cortes do que o inicialmente previsto.

Analistas previam que os cortes caíssem para 225 mil em agosto e que a taxa de desemprego subisse para 9,5%.

A força de trabalho aumentou em 73 mil em agosto, apontando o retorno de alguns trabalhadores desempregados que tinham desistido de procurar emprego, respondendo por parte do aumento da taxa de desemprego.

Desde o início da recessão em dezembro de 2007, a economia perdeu 6,9 milhões de empregos, segundo o departamento.

A alta taxa de desemprego está desgastando a confiança dos consumidores e enfraquecendo a demanda doméstica, indicando uma recuperação anêmica. Os gastos do consumidor contabilizam por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos.

Contudo, o relatório de agosto confirmou que o ritmo de demissões está diminuindo em relação ao início deste ano, quando quase 75% de um milhão de vagas foram fechadas em janeiro.

O setor manufatureiro perdeu 63 mil empregos, com um total de 2 milhões de cortes desde o começo da recessão. O segmento de construção fechou 65 mil postos de trabalho, após corte de 73 mil vagas em julho.

O setor de serviços demitiu 80 mil trabalhadores em agosto, enquanto a indústria cortou 136 mil empregos.

As áreas de educação e serviços de saúde continuaram contratando, registrando abertura de 52 mil vagas em agosto, após alta de 21 mil no mês passado. Os empregos no governo, contudo, recuaram em 18 mil, após declínio de 28 mil um mês antes.

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