Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

EUA convencem Otan a construir escudo anti-míssil

Os Estados Unidos conseguiram convenceram seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, a endossar os planos norte-americanos de construção de um sistema de escudo anti-mísseis no Leste da Europa, apesar da forte oposição da Rússia. A entrada da Ucrânia e da Geórgia na Aliança, muito defendida pelos EUA, no entanto, foi rejeitada pela maioria dos aliados. (Leia Mais)

Quinta, 03 de Abril de 2008 às 07:15, por: CdB

Os Estados Unidos conseguiram convenceram seus aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, a endossar os planos norte-americanos de construção de um sistema de escudo anti-mísseis no Leste da Europa, apesar da forte oposição da Rússia. A entrada da Ucrânia e da Geórgia na Aliança, muito defendida pelos EUA, no entanto, foi rejeitada pela maioria dos aliados.

O documento final da cúpula, apoiará o sistema do escudo proposto pelos Estados Unidos, dizendo que ele ajudaria a proteger os aliados de ataques de mísseis balísticos, que segundo os norte-americanos viriam do Irã ou das nações do Oriente Médio. A Rússia se opõe ao escudo dizendo que ele seria uma ameaça à segurança do país.

Geórgia e Ucrânia

O presidente norte-americano, George W. Bush, tinha chegado à cúpula otimista, assegurando que a Macedônia seria convidada a integrar a Otan, junto com os também balcânicos Croácia e Albânia, e pedindo que seus parceiros na Aliança não cedessem às pressões da Rússia contra o acesso de Geórgia e Ucrânia.

Com a oposição de Alemanha e França, os aliados preferiram ceder às pressões da Rússia e confirmaram, na manhã desta quinta-feira, o adiamento do ingresso de Ucrânia e Geórgia a seu plano de ação, uma fase prévia ao processo de adesão. A Otan concordou em convidar a Croácia e a Albânia a se juntar à aliança.

O presidente russo, Vladimir Putin, cujo país é um importante parceiro estratégico para a União Européia, havia declarado que a aceitação dessas duas ex-repúblicas soviéticas causaria “grandes problemas políticos”.

Fontes diplomáticas em Bruxelas já haviam antecipado que seria mais conveniente não contrariar “desnecessariamente” o governo de Moscou.

Mas formalmente a justificativa é que Ucrânia e Geórgia não estão preparadas – a primeira devido à falta de apoio de seus cidadãos, e a segundo, aos problemas que enfrenta com as regiões separatistas de Abkázia e Ossétia do Sul.

- Chegamos à conclusão de que é muito cedo para dar este status a ambos países - justificou a chanceler alemã Angela Merkel.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Otan, James Appathurai, fez questão de ressaltar que “nenhum país de fora tem poder de veto nas decisões” do bloco, como chegou a sugerir Bush, e afirmou que os aliados “deixarão Bucareste completamente unidos” em relação à ampliação.

No caso da Macedônia, o acesso à Aliança foi vetado pela Grécia, que condiciona sua aprovação a que a ex-república iugoslava mude de nome, já que o atual coincide com o de uma histórica região balcânica com 51% de seu território em solo grego.

Questionado sobre as declarações de Bush sobre a aceitação do país, o porta-voz grego do Ministério do Exterior, Giorgos Koumoutsakos, se limitou a lembrar que todas as decisões da Otan têm que ser tomadas por unanimidade e disse que a Grécia não mudará de opinião até que o problema do nome seja solucionado.

Afeganistão

Bush conseguiu uma pequena vitória das mãos do presidente francês Nicolas Sarkozy, que se comprometeu a enviar um novo contingente de soldados ao leste do Afeganistão, atendendo ao pedido dos norte-americanos.

Sarkozy confirmou nesta quita-feira que o reforço francês será de 700 militares.

No entanto, a maior prova para o poder dos Estados Unidos será nesta quinta-feira, na sessão especial dedicada à missão da Otan no Afeganistão.

Bush espera conseguir um total de mais 10 mil soldados para sua luta contra o terrorismo no feudo da Al Qaeda. Mas a maioria dos aliados está reticente em colaborar, por medo de enfrentar uma oposição cada vez maior por parte de seus cidadãos às missões militares da Otan.
Na quarta-feira, o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, defendeu o reforço para a missão no Afeganistão e afirmou:

- O importante é que os líderes políticos mostrem que lideram politicamente quando têm

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