Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

EUA continuam pressionando Afeganistão pela manutenção de tropas

Os Estados Unidos continuam pressionando o Afeganistão para que o país assine o chamado Acordo Bilateral de Segurança (BSA, na sigla em inglês), que preveria a permanência de tropas estadunidenses em território afegão após a retirada da intervenção internacional, neste ano.

Terça, 07 de Janeiro de 2014 às 10:03, por: CdB
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Presidente do Afeganistão Hamid Karzai, em entrevista coletiva com o presidente dos EUA, Barack Obama, em maio de 2012, em Cabul
Os Estados Unidos continuam pressionando o Afeganistão para que o país assine o chamado Acordo Bilateral de Segurança (BSA, na sigla em inglês), que preveria a permanência de tropas estadunidenses em território afegão após a retirada da intervenção internacional, neste ano. Na segunda-feira, a Casa Branca exigiu a Cabul que firme o documento “nas próximas semanas”, ou retirará todas as tropas do país. - A nossa postura continua sendo a mesma. Se não podemos concluir o Acordo Bilateral de Segurança com rapidez, seremos obrigados a inciar um plano no qual não haverá presença estadunidense ou da Otan (Organização para o Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, depois de 2014 - avisou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. Segundo ele, a postergação da assinatura deixa cada vez mais provável este cenário. “Queremos que o acordo seja firmado em questão de semanas, e o tempo está passando”, agregou Carney. A retirada completa das tropas estadunidenses é uma exigência de grande parte da população afegã e a recomendação de diversos analistas políticos, que vêm a ocupação militar do país como o principal entrave para o desenvolvimento independente e soberano, com a pobreza disseminada e a insegurança ainda como as principais realidades no país. Entretanto, estão entre as linhas do comunicado as ameaças econômicas e a retirada de qualquer tipo de apoio menos evidente ao governo do presidente Hamid Karzai, que pretende adiar a assinatura do acordo para depois das eleições previstas para abril deste ano. Problemas internos relativos à recusa de Karzai em assinar o documento são o uso disseminado de aviões não tripulados (drones) em ataques que têm matado centenas de civis, apesar da exigência afegã para o abandono deste método, e a imunidade demandada pelos EUA aos seus soldados, embora muitos sejam alvos de denúncias de abusos e violações contra a população afegã.
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