Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

EUA começam campanha nacional a favor de lei antiterrorista

Quarta, 13 de Agosto de 2003 às 12:16, por: CdB

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, iniciará na próxima terça-feira uma viagem por dezenas de cidades do país para defender a polêmica lei antiterrorista, conhecida como "US Patriot Act".

Como principal arquiteto dessa lei aprovada após os atentados de 11 de setembro de 2001, Ashcroft foi alvo de críticas de grupos defensores dos direitos civis, que condenaram os supostos excessos da lei. Mais de 160 cidades em 26 Estados aprovaram resoluções de repúdio à lei antiterrorista e que reafirmam os direitos constitucionais no país.

Segundo as autoridades do Departamento de Justiça, Ashcroft viajará por todo o país para tentar convencer a opinião pública da necessidade da lei antiterrorista e de outras medidas para proteger os EUA de futuros atentados.

O procurador-geral considera que a lei antiterrorista melhorou a coordenação e a colaboração entre as agências governamentais e agilizou as investigações de pessoas e grupos vinculados ao terrorismo. A lei antiterrorista permite a escuta de telefones, a vigilância de locais públicos e privados e a prisão de suspeitos de atos de terrorismo.

Grupos como a União de Liberdades Civis dos Estados Unidos (Aclu) vêem a lei antiterrorista como uma invasão de privacidade de milhares de americanos que não têm nada a ver com o terrorismo.

A Aclu entrou com uma ação contra o Departamento de Justiça porque uma cláusula da lei permite que as autoridades revistem os arquivos pessoais e financeiros dos americanos, inclusive os que detalham seu uso dos computadores e as bibliotecas sem notificação prévia.

As denúncias e críticas dos grupos de direitos civis chegaram até o Congresso, que recentemente realizou várias audiências para rever os avanços da lei na luta antiterrorista.

Estima-se que o Departamento de Justiça tenha recebido mais de mil queixas sobre supostas violações aos direitos civis como parte da luta antiterrorista, boa parte delas pelos maus-tratos a centenas de imigrantes.

No mês passado, a Câmara de Representantes aprovou por maioria um projeto de lei que suspendeu os fundos para financiar a parte da lei antiterrorista que permite a espionagem da propriedade privada.

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