Forças norte-americanas libertaram nesta sexta-feira dezenas de iraquianos da prisão Abu Ghraib, centro de um escândalo de abusos. Diversos ônibus cheios de detentos deixaram o local e dirigiram-se para Bagdá, escoltados por veículos militares dos EUA.
Oficiais norte-americanos haviam dito que cerca de 300 presos seriam libertados nesta sexta-feira. Segundo o novo comandante da prisão, um programa já previa a diminuição de detentos no local para entre 1.500 e 2.000 até o final do próximo mês.
No começo dessa semana, aproximadamente 3.800 prisioneiros estavam na Abu Ghraib.
Imagens de soldados norte-americanos torturando presos na cadeia - famosa por abusos durante o regime de Saddam Hussein - provocaram um onda de críticas internacionais e ameaçam tanto a carreira do secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, como os planos norte-americanos de criar um governo aliado no Iraque.
Durante uma visita de sete horas a Bagdá nesta quinta-feira, Rumsfeld passou pela prisão e disse que os abusos cometidos por seus soldados foram atos de uma minoria e não refletiam as intenções dos EUA. "Como a maior parte dos americanos, fiquei chocado. Foi um duro golpe", afirmou Rumsfeld a soldados na prisão.