A norte-americana Chevron informou, nesta terça-feira, que iniciou a sua primeira produção de petróleo no Brasil, no campo de Frade, na bacia de Campos (RJ), com expectativa de atingir um pico de produção de 90 mil barris de óleo equivalente por dia em 2011. O investimento no campo é estimado em US$ 3 bilhões, sendo 51,7% da Chevron, operadora do campo, e 30% da Petrobras. O restante, ou 18,26%, pertence a acionistas japoneses reunidos na Frade Japão Petróleo Ltda.
Segundo comunicado da Chevron enviado ao mercado nesta terça, o petróleo extraído no Brasil será exportado e o gás natural, vendido no mercado interno brasileiro.
"A evolução positiva do campo de Frade abre uma nova grande fonte de energia para as próximas duas décadas, enquanto cria uma plataforma importante para que a Chevron possa crescer o seu negócio dentro de uma das mais promissoras regiões de petróleo e gás do mundo", disse em uma nota o vice-presidente executivo de upstream e gás, George Kirkland.
Frade não está localizado na região pré-sal e empresa já afirmou interesse em avaliar sua participação na exploração do pré-sal brasileiro, área que pode conter bilhões de barris em reservas mas que depende de um novo marco regulatório para ser ofertada ao mercado. O campo de Frade, cuja exploração é feita em águas profundas a 370 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, tem reservas entre 200 e 300 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de óleo pesado, de cerca de 18 graus API.
Micros e pequenas
A Petrobras, por meio da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio de Janeiro (Sebrae/RJ) firmram na manhã desta terça-feira, um convênio para promover a inserção competitiva e sustentável de micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo, gás e energia na região de Duque de Caxias.
Participaram da solenidade o gerente-geral da Reduc, João Ricardo Lafraia, o diretor do Sebrae-RJ, Cesar Vasquez, o secretário executivo do Comitê Setorial de Abastecimento do Portal de Qualificação Profissional (Prominp), Michel Fabianski, e o diretor da Sociedade Fluminense de Energia (SFE), Marcos Nóbrega. A cerimônia aconteceu na própria Reduc, em Duque de Caxias.