Rio de Janeiro, 19 de Outubro de 2026

EUA caminham para recessão, diz analista

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu inesperadamente para 6,1% em agosto, maior nível em quase cinco anos, após o oitavo mês seguido de fechamento de postos de trabalho. O Departamento de Trabalho informou nesta sexta-feira que 84 mil empregos foram eliminados em agosto, número significativamente maior que os 75 mil previstos por economistas ouvidos pela Reuters. Os cortes de julho e junho foram elevados após revisão, de 51 mil em cada mês para 60 mil e 100 mil, respectivamente. (Leia Mais)

Sexta, 05 de Setembro de 2008 às 08:41, por: CdB

A taxa de desemprego nos Estados Unidos subiu inesperadamente para 6,1% em agosto, maior nível em quase cinco anos, após o oitavo mês seguido de fechamento de postos de trabalho. O Departamento de Trabalho informou nesta sexta-feira que 84 mil empregos foram eliminados em agosto, número significativamente maior que os 75 mil previstos por economistas ouvidos pela Reuters. Os cortes de julho e junho foram elevados após revisão, de 51 mil em cada mês para 60 mil e 100 mil, respectivamente.

Analistas disseram que os dados mostram uma economia em enfraquecimento, o que provavelmente vai obrigar o Federal Reserve a manter o juro em nivel baixo por um período longo.

– A economia está claramente se deteriorando – disse Gary Thayer, economista sênior do Wachovia Securities, em St Louis.

– Estamos vendo fraqueza no resto do mundo também, então há menos razão para o Fed se concentrar na inflação e mais razão para tentar colocar a economia de volta no lugar – completou.

As bolsas de valores abriram em queda e o preço dos Treasuries subiu, indicando a aposta dos investidores na manutenção do juro. O dólar perdia valor em relação às principais moedas, e os juros futuros de curto prazo começavam a sinalizar que o Fed pode reduzir a taxa básica este ano.

Funcionários do Departamento de Trabalho disseram que a taxa de desemprego de agosto foi a maior desde setembro de 2003. Analistas esperavam que se mantivesse em 5,7%.

– Estamos com perdas de emprego tipicamente vistas nos estágios iniciais de uma recessão econômica – disse David Resler, economista-chefe da Nomura Securities em Nova York.

– Provavelmente estamos em uma – completou.

As contratações tiveram queda acentuada em quase todos os setores. Cerca de 61 mil empregos foram perdidos no setor manufatureiro, a maior baixa mensal desde meados de 2003, e 8 mil postos foram fechados na construção. Em serviços profissionais e de negócios, 51 mil vagas foram eliminadas, além de mais 4 mil nos setores de lazer e hospitalidade.

O número médio de horas trabalhadas permaneceu em 33,7, mas os empregadores reduziram as horas extras de 3,8 para 3,7 em agosto. Poucos setores abriram vagas. O governo gerou 17 mil postos de trabalho em agosto, e os serviços de educação e saúde geraram 55 mil empregos.

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