Aviões norte-americanos bombardearam na sexta-feira um suposto esconderijo de guerrilheiros em Falluja, aumentando a caçada pelo militante jordaniano Abu Musab Zarqawi, responsabilizado por uma série de ataques no Iraque.
"Algo entre 20 e 25 pessoas morreram no ataque de hoje", disse um oficial da coalizão liderada pelos EUA, que não quis se identificar. A identidade dos mortos ainda não havia sido esclarecida.
As Forças Armadas dos EUA disseram que a casa era um refúgio da rede de Zarqawi e foi destruída num ataque à luz do dia. Foi a terceira ofensiva do tipo em Falluja (a 60 km de Bagdá) esta semana.
"Essa operação empregou armas de precisão para destruir o refúgio, e marca a determinação da coalizão em destruir totalmente as redes terroristas", disse o general de brigada Mark Kimmit num comunicado.
Moradores de Falluja disseram que a casa foi reduzida a escombros.
Os EUA, que entregam a soberania do país a um governo interino no dia 30, acusam Zarqawi de ligação com a Al Qaeda e de ser mentor de uma série de ataques, além da decapitação de um civil norte-americano e um sul-coreano.
Militantes de Falluja divulgaram uma fita na sexta-feira negando que Zarqawi esteja escondido na cidade.
REPRESSÃO
O ataque norte-americano ocorreu pouco depois de o ministro da Defesa do Iraque, Hazim al-Shalaan, advertir os rebeldes de que as forças de segurança do país, com a ajuda da coalizão, está determinada a esmagá-los.
"Hoje é o dia para o povo iraquiano dizer a esses traidores que chegou a hora do confronto e, se Deus permitir, o confronto vai ser grande e a vitória será nossa, do povo", disse o ministro, um dia depois que uma série de ataques matou mais de cem pessoas no país, principalmente nas regiões sunitas, etnia de Saddam.
Na sexta-feira, militantes mataram três policiais iraquianos num posto policial próximo à cidade de Baquba.
O premiê Iyad Allawi responsabilizou combatentes estrangeiros e partidários de Saddam Hussein pelos ataques de quinta-feira.
"Vamos derrotá-los. Estávamos esperando essa escalada e aguardamos uma escalada de violência maior ainda nos próximos dias", disse Allawi.
Um representante da CIA em Washington afirmou na sexta-feira que a voz que ameaçava matar o premiê, numa gravação de áudio, é provavelmente do próprio Zarqawi.
Enquanto isso, nos EUA, uma nova pesquisa de opinião USA Today/CNN/Gallup mostrou que a maioria dos norte-americanos acha que a invasão ao Iraque foi um erro. Cinquenta e quatro por cento dos entrevistados tiveram essa opinião. Há três semanas, só 41 por cento achavam que se tratara de um erro.