Os EUA podem estar presenciando, a partir desta terça-feira, uma nova personagem na vida política do país. Um círculo de políticos moderados, críticos da forma como os partidos atuam sobre a vida política do país, reunidos em Oklahoma, na segunda-feira, avaliam a possibilidade da candidatura independente do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, se consolidar rumo à Casa Branca. Vários ex-ocupantes de cargos públicos, no passado ligados a ambos partidos, resolveram conclamar os candidatos republicanos e democratas a abandonarem suas disputas e extremismos e rumar para uma posição de centro-direita.
"A polarização partidária está nos impedindo de nos unir para atender aos desafios que devemos enfrentar se queremos evitar ainda mais a erosão da liderança do poder da América" - disseram, em nota, os ex-senadores David Boren e Sam Nunn, organizadores do encontro. Apesar de declarações como esta, há fortes especulações de que o objetivo principal do evento é promover Bloomberg.
O bilionário dono da rede Bloomberg de comunicação negou, mas supostamente estaria considerando disputar a Casa Branca como independente, rumores que ele alimenta com constantes viagens pelo país e com discursos sobre temas nacionais. Bloomberg passou anos no Partido Democrata, mas se tornou republicano para disputar a Prefeitura, em 2001. Em junho, deixou o partido. Sua candidatura teria o poder de abalar mais ainda uma eleição em que não há um claro favorito.
Em seu pronunciamento semanal de rádio, na sexta-feira, Bloomberg criticou os pré-candidatos presidenciais por não tratarem de problemas como saúde pública, política externa e economia.
– Eles não estão dispostos a encarar grandes questões, a assumir os riscos e a falarem claramente com o público – disse Bloomberg, atribuindo isso às questões partidárias.