O Exército americano afirmou que lançou na noite de hoje um ataque contra um esconderijo do terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi em Faluja, a 50 km a oeste de Bagdá. O sul-coreano Kim Sun-Il, de 33 anos, foi decapitado por um grupo que supostamente pertence à rede Tawhid Wal Yihad (Unificação e Guerra Santa), de Al Zarqawi.
"O sul-coreano, seqüestrado por um grupo que afirma pertencer à rede foi degolado", anunciou a televisão do Qatar Al-Jazeera, que recebeu uma fita de vídeo com cenas da execução. Os seqüestradores do sul-coreano cumpriram a ameaça de decapitá-lo, ao final do prazo dado ao governo de Seul para suspender o envio de 3 mil soldados ao Iraque, previsto para agosto.
Em Faluja, o ataque realizado pelos EUA deixou pelo menos três pessoas mortas. "Temos três mortos e dez feridos", declarou um médico do hospital para onde as vítimas foram levadas. O Exército americano confirmou o ataque contra um dos esconderijos de Al Zarqawi, terrorista ligado a rede Al-Qaeda. "Esta noite, as forças da coalizão atacaram novamente um esconderijo da rede de Zarqawi, guiadas por informações de inteligência", comunicou o general Mark Kimmitt, subchefe de operações da coalizão no Iraque.
"Armas de precisão foram usadas nesta operação que pretendia destruir o esconderijo", acrescentou, reiterando o objetivo da coalizão de continuar com suas ações contra a rede de Al Zarqawi. Testemunhas garantiram que as explosões foram provocadas por mísseis lançados pela aviação americana.
O comando militar americano considera que Zarqawi é o cérebro de numerosas ações de terrorismo registradas no Iraque nos últimos meses. O governo de Seul respondeu ontem assegurando que mantinha seus planos de enviar tropas ao país árabe, enquanto que fontes diplomáticas sul-coreanas asseguraram que pediram a 22 empresários dessa nacionalidade que trabalham no Iraque que abandonem de imediato este país.
Nas imagens da morte de Kim, homens armados e encapuzados em volta do refém vestido com um macacão laranja justificam a execução, porque Seul não atendeu à reivindicação do grupo. O Ministério de Relações Exteriores da Coréia do Sul confirmou a morte de Kim e disse que seu corpo já foi encontrado.
A Al-Jazeera divulgou no domingo o vídeo de um grupo armado que ameaçava degolar Kim Sun Il, funcionário de uma empresa americana que fornece material para o Exército americano. Kim Sun Il, tradutor de árabe e predicador evangélico de uma empresa que fornece víveres ao Exército americano, foi seqüestrado no passado dia 17 de junho pelo grupo "Monoteismo e Jihad" que se apresenta como extremista sunita.