Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

EUA assegura qualidade da carne bovina do país

Sábado, 25 de Junho de 2005 às 16:36, por: CdB

Apesar da descoberta de um segundo caso da doença da vaca louca, os Estados Unidos garantiram neste sábado a seus principais parceiros comerciais, inclusive Japão e Coréia do Sul, que a carne bovina do país é segura.

O Departamento de Agricultura americano (USDA) confirmou na sexta-feira um novo caso de encefalopatia espongiforme bovina, ou BSE, na sigla em inglês, o primeiro numa rês de corte adulta aparentemente nascida nos Estados Unidos.

O Secretário da Agricultura, Mike Johanns, procurou acalmar a preocupação dos consumidores, dizendo que o animal contaminado não atingiu a cadeia de produção de alimentos ou de ração animal.

- Deixe-me garantir às pessoas que não há nada com o que se preocupar quanto à BSE na carne bovina. As nossas salvaguardas funcionaram e mantiveram o animal afastado do abastecimento de alimentos - disse Johanns em entrevista.

Apesar dos esforços de Johanns, Taiwan restabeleceu a proibição à importação de carne bovina norte-americana.

 - Já esperávamos isso. Vamos trabalhar com eles para reabrir rapidamente os mercados para a carne bovina norte-americana - disse o porta-voz do USDA, Ed Loyd. 

O gabinete de Taiwan decidiu que a proibição entraria em vigor imediatamente e só pode ser suspensa se testes posteriores mostrarem resultados diferentes na rês contaminada. Taiwan, que já foi o sexto maior comprador de carne bovina dos Estados Unidos, suspendeu em abril uma proibição de 16 meses ao produto, imposta depois da descoberta do primeiro caso de doença da vaca louca nos Estados Unidos numa fazenda no Estado de Washington. O animal tinha nascido no Canadá.

O USDA não crê que o novo caso afete os esforços para retomar o comércio do produto com o Japão e a Coréia do Sul, os dois maiores mercados asiáticos para a carne bovina norte-americana. Canadá e México também são importadores importantes.

Cientistas do USDA em Ames, no Estado de Iowa, estão realizando testes de DNA no animal para determinar quando e onde ele nasceu. Johanns disse que ele tem pelo menos oito anos. Segundo notícias divulgadas pela imprensa, o animal foi morto no Texas, maior Estado pecuário dos Estados Unidos.

O USDA divulgou que não terá nova informação sobre o animal contaminado antes de segunda-feira, no mínimo.

- Foi muito difícil encontrar a BSE nesse animal. Foram realizados diversos testes. Alguns deram positivo e outros, negativo - disse Johanns.

Fontes do USDA disseram que o novo caso de BSE é de uma linhagem diferente da vista no primeiro caso da doença nos Estados Unidos e também da erupção ocorrida no Reino Unido na década de 1980.

Alguns especialistas especulam que o fato de os resultados dos testes terem sido contraditórios possa indicar que se trata de algum tipo pouco comum de BSE.

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