Os Estados Unidos informaram hoje em Viena que estão dando uma "última chance" ao Irã antes de declará-lo em violação de suas obrigações de não proliferação nuclear. O presidente norte-americano, George W. Bush, já havia declarado que o país, junto com a Coréia do Norte e o Iraque, fazia parte do "eixo do mal". O grupo fomentaria o terrorismo internacional e estaria envolvido em uma corrida armamentista.
O Irã está sendo pressionado pela comunidade internacional a assinar o protocolo adicional que permitiria à Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) efetuar inspeções não programadas e minuciosas nas instalações nucleares do país, além de garantir que não está construindo a bomba atômica. As suspeitas sobre a natureza do programa nuclear iraniano aumentaram nas últimas semanas, depois que a Aiea descobriu no país traços de urânio enriquecido, material que não estava no inventário declarado por Teerã e que pode ser utilizado na fabricação da arma nuclear.
A Aiea, organismo das Nações Unidas responsável pela fiscalização da proliferação de armas nucleares, está sendo pressionada pelo governo norte-americano a enviar um relatório sobre a situação iraniana ao Conselho de Segurança da ONU para que o país árabe seja ameaçado com sanções.
Terrorismo
Hoje mais cedo, o governo iraniano negou qualquer relação com o terrorismo internacional e acusou os EUA de fomentar a insegurança e "envenenar" a atmosfera internacional. A declaração foi uma resposta aos comentários feitos ontem pela conselheira norte-americana para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice, nos quais reiterou suas acusações de que o Irã está envolvido com o terror.
Rice, em uma entrevista com a cadeia Fox de televisão, descreveu o Irã como "fonte de terrorismo" e pediu ao governo de Teerã que extradite para os EUA vários terroristas da Al-Qaeda detidos recentemente, o que Teerã já descartou em várias ocasiões.