Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

EUA anunciam novas sanções a funcionários da Venezuela

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou novas sanções a funcionários do governo venezuelano, com a suspensão de vistos em passaportes, após declarações do presidente Nicolás Maduro de que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, estaria “por trás de um plano para derrubá-lo”.

Terça, 03 de Fevereiro de 2015 às 08:45, por: CdB
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O governo norte-americano não revelou a identidade dos funcionários venezuelanos que tiveram os vistos suspensos
  O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou novas sanções a funcionários do governo venezuelano, com a suspensão de vistos em passaportes, após declarações do presidente Nicolás Maduro de que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, estaria “por trás de um plano para derrubá-lo”. - Esta (a sanção) é uma mensagem clara aos que violam os direitos humanos, aos que se beneficiam da corrupção. Eles e suas famílias não são bem-vindos aos Estados Unidos - afirmou, em comunicado, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. O governo norte-americano não revelou a identidade dos funcionários venezuelanos que tiveram os vistos suspensos, mas em julho do ano passado a Casa Branca já havia imposto restrições a 24 integrantes do governo venezuelano. Na ocasião, a justificativa também foi a violação de direitos humanos. Os Estados Unidos acusaram o governo de Nicolás Maduro de ter agido de maneira violenta na repressão aos protestos contra a gestão de Maduro. A relação entre os dois países passa por momentos de reaproximação e de crise, intercalados. O presidente Nicolás Maduro acusa os Estados Unidos de ingerência e, por várias vezes, atribuiu a diplomatas nortes-americanos a responsabilidade por terem participado, financiado e incentivado os protestos de alguns setores da oposição venezuelana. Após o anúncio das sanções, Nicolás Maduro chamou a população que o apoia a defender a "pátria" e voltou a acusar os Estados Unidos de ingerência nos assuntos internos do país. A Venezuela enfrenta um período de escassez de produtos básicos, que se agravou nos últimos dois anos, e a população tem dificuldade para obter alimentos da cesta básica, além de enfrentar inflação alta e especulação financeira do bolívar em relação ao dólar.
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