Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

EUA anunciam medidas para aumentar hostilidades ao regime cubano

Terça, 11 de Maio de 2004 às 12:07, por: CdB

A Casa Branca, dos Estados Unidos, começa a implementar o plano Transição em Cuba, em que pretende através de uma série de medidas anunciadas na última semana ampliar as hostilidades ao regime de Fidel Castro, as restrições do embargo econômico à ilha caribenha e a redução dos direitos dos cubanos residentes nos EUA, a fim de deter o processo revolucionário que dura mais de quatro décadas, no momento da sucessão do líder histórico.

As novas diretrizes estadunidenses em oposição a Cuba estão contidas nos seis capítulos do Relatório da Comissão de Ajuda a uma Cuba Livre, de mais de 450 páginas, divulgado na última quinta-feira, dia 06. O objetivo das medidas, segundo o próprio presidente estadunidense, George W. Bush, é "acelerar o dia em que Cuba será um país livre".

Os Estados Unidos da América, especialmente sob o comando de Bush, avançam na auto-atribuída missão de levar a liberdade ao mundo, sem consultar os países que deseja "salvar", nem muito menos os pares da comunidade internacional de estados soberanos através de seu órgão máximo, o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A liberdade prometida dos EUA converte-se espontaneamente em agravamento da opressão, como no recente caso de tortura praticada por militares estadunidenses contra homens e mulheres do Iraque, país que atualmente ocupam. Por isso, o governo cubano prontamente reagiu ao anúncio estadunidense, qualificando como "brutais" as medidas econômicas e políticas contrárias ao país e aos cubanos residentes nos Estados Unidos.

Contra-revolução e transição

A divulgação das novas ações anticubanas esteve a cargo de Roger Noriega, secretário assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental. Noriega é um dos autores da Lei Helms-Burton, que permite aos EUA vetarem investimentos de outros países à ilha caribenha, e acusado pelo governo cubano de ser representante na Casa Branca da máfia terrorista de Miami, composta por dissidentes que financiam atos de violência e espionagem contra o regime de Fidel Castro.

As medidas incluem o incremento do apoio à contra-revolução interna, através da destinação de 59 milhões de dólares, nos próximos dois anos, para apoiar organizações anticastristas em solo cubano. Dinheiro extra será aplicado no aumento das campanhas internacionais contra Cuba, que incluem campanhas de desinformação sobre o país, como as empreendidas pelas estações de rádio e TV Martí, que através de um avião C-130 invade o espaço comunicacional cubano com propagandas desfavoráveis ao regime comunista. Essas transmissões vão prosseguir com a dotação do orçamento de 18 milhões de dólares para a iniciativa.

Há pontos do projeto da Casa Branca que podem ser considerados absurdos, como o que pretende vacinar crianças cubanas, enquanto o país caribenho se destaca pela promoção da saúde à população, ou a abertura de financiamentos de programas para apoiar o que chamam de "esforços pró-democracia dos jovens, mulheres e cubanos de origem africana". "Insólito objetivo, vindo do país da discriminação de todo tipo e da Ku Klux Klan", comenta com certeira ironia o governo cubano.

Segundo o relatório, essas medidas foram concebidas para "socavar os planos de sucessão do regime", e serão acompanhadas pelo recém-criado posto de Coordenador para a Transição em Cuba, ligado diretamente ao Departamento de Estado.

Liberdade condicional

Os Estados Unidos pretendem ainda reforçar a política de atração de imigrantes da ilha caribenha, embora tenha restringido as ações dos cubanos residentes no país, como se estes estivessem contraditoriamente em liberdade condicional nos domínios da "Free America".

Com o pacote de medidas anunciado na semana passada, os receptores de remessas de dinheiro e pacotes aos familiares diretos de cubanos residentes nos Estados Unidos estão limitados a avós, netos, pais, irmãos, esposas e filhos. "Significa que, a partir de agora, um cubano residente nos Estados Unidos ser

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