O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, em Miami, o início de negociações formais para acordos bilaterais com a Colômbia, o Peru, a Bolívia e o Equador.
Com isso, os Estados Unidos dão o primeiro passo para fechar um acordo de livre-comércio com a Comunidade Andina (com exceção da Venezuela), ampliando sua ofensiva de negociações bilaterais na America Latina.
O anúncio foi feito pelo representante do comércio americano, Robert Zoellick, em uma entrevista coletiva à imprensa ao lado de ministros dos quatro países em Miami.
"A Alca é importante, mas não é o único caminho", disse ele.
A ampliação da ofensiva bilateral americana, que engloba uma lista crescente de países e pressupõe acordos mais abrangentes, corre paralamente às negociações para a formação da chamada Alca "light", preferida pelo Brasil.
Além do Chile, do México e do Canadá, que já têm acordos com o país, os Estados Unidos já iniciaram ou já manifestaram intenção de negociar acordos bilaterais com, pelo menos, outros oito países no continente.
Modelo chileno
A expectativa é que as negociações anunciadas com os países andindos siga o modelo do acordo com o Chile, ou seja, sejam acordos mais abrangentes, como prefere os Estados Unidos e como quer evitar o Brasil.
Como o acordo com o Chile já foi aprovado pelo Congresso americano, a tarefa de convencer os legisladores seria mais fácil se as novas negociações seguissem os mesmo moldes.
Aprovado pelo Congresso americano em julho deste ano, o acordo com o Chile foi o primeiro do tipo assinado pelos Estados Unidos na América do Sul