Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

EUA alertam Irã sobre consequências de impasse nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um alerta enfático ao Irã na quinta-feira sobre as consequências do país não responder à oferta de um acordo nuclear e pode ter um pacote de medidas a serem adotadas "em semanas".(Leia Mais)

Quinta, 19 de Novembro de 2009 às 09:55, por: CdB

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um alerta enfático ao Irã na quinta-feira sobre as consequências do país não responder à oferta de um acordo nuclear e pode ter um pacote de medidas a serem adotadas "em semanas".

Mas o ministro do Exterior do Irã rejeitou a possibilidade de novas sanções, afirmando que o Ocidente aprendeu das "experiências fracassadas" do passado.

Na quarta-feira o Irã rejeitou um acordo para enviar urânio enriquecido ao exterior para maior processamento, desafiando Washington e seus aliados, que pediam a Teerã que aceitasse um acordo que visa adiar a potencial capacidade do Irã de construir bombas em pelo menos um ano.

O órgão nuclear da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse que o Irã deve enviar cerca de 75% de urânio de baixo teor de enriquecimento para a Rússia e a França, onde ele seria transformado em combustível para um reator localizado em Teerã e usado em pesquisas médicas.

– O Irã levou semanas e não mostrou disposição para dizer sim a essa proposta... então, como consequência, iniciamos discussões com nossos parceiros internacionais sobre a importância de haver consequências– disse Obama em entrevista coletiva conjunta com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, durante visita a Seul.

Obama disse que o Irã não receberá um tempo ilimitado, o que torne a questão nuclear iraniana parecida com a norte-coreana.

– Não vamos duplicar o que aconteceu com a Coreia do Norte, em que as negociações continuam para sempre sem que haja uma solução verdadeira na questão – disse Obama.

Em Manila, o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, minimizou a possibilidade de a República Islâmica sofrer novas sanções.

– Sanções eram a literatura das décadas de 1960 e 1970 – disse ele em entrevista coletiva.

– Acho que eles são sábios o bastante para não repetir experiências fracassadas – acrescentou por meio de um intérprete.

– É claro que isso depende deles – disse.

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