Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

EUA afirmam que Assad "jamais participará" das negociações de paz

Autoridades norte-americanas afirmaram que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, jamais participará das negociações de paz que visam pôr fim à guerra civil no país.

Terça, 17 de Março de 2015 às 08:23, por: CdB
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Washington nega que secretário de Estado John Kerry tenha sugerido a inclusão do presidente sírio nas negociações com o objetivo de pôr fim à guerra civil na Síria
  Autoridades norte-americanas afirmaram que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, jamais participará das negociações de paz que visam pôr fim à guerra civil no país. Durante uma entrevista à emissora CBS no último fim de semana, o secretário de Estado norte-americano John Kerry aparentou sugerir que Washington poderia manter conversações com Assad sobre um possível processo de paz no país. Entretanto, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, negou tal possibilidade. Sempre houve a necessidade de que representantes do regime de Assad fizessem parte do processo, disse Psaki, ressaltando, porém, que a participação do presidente sírio jamais foi cogitada. "Não foi isso que o secretário Kerry quis dizer", afirmou. "Continuamos a acreditar que não há futuro para Assad na Síria. Estamos tomando todas as medidas possíveis para pôr fim ao seu governo", disse a porta-voz. Ao mesmo tempo, Assad afirmou aguardar ações concretas dos Estados Unidos. "Ainda ouvimos os comentários e temos que aguardar ações para, então, tomarmos alguma decisão", declarou. O presidente acusa os EUA de "apoiarem o terrorismo" no país ao defender a oposição Síria. Psaki acrescentou que os EUA estão abertos a "quaisquer esforços consistentes quanto ao processo de paz em Genebra" que possam trazer os dois lados de volta à mesa de negociações. Após duas rodadas de negociações em Genebra terem fracassado, o conflito na Síria parece estar longe do fim. Em quatro anos, a guerra civil deixou mais de 215 mil mortos. Nesta terça-feira, a Anistia Internacional acusou o governo sírio pela morte de 100 civis, incluindo 14 crianças, numa série de "impiedosos ataques aéreos" na cidade de Raqqa, bastião do "Estado Islâmico" na Síria. Num novo relatório, a organização humanitária denuncia que alguns dos ataques realizados em novembro de 2014 tinham "todas as indicações de serem crimes de guerra".
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