Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

EUA acusam organização suiça de financiar terrorismo

Terça, 13 de Julho de 2004 às 07:15, por: CdB

Os serviços secretos norte-americanos informaram que a fundação Human Appeal International (HAI), com sede na Suíça serviu de "tampão" para o grupo radical palestino Hamas, autor de atentados terroristas lançados contra em Israel nos últimos anos.

A acusação do FBI - a polícia federal americana - contra a "Human Appeal International" (HAI), cuja sede fica em 0nex, cantão de Genebra, consta em uma série de documentos publicados por um tribunal federal do Estado americano de Virgínia, segundo disse o jornal suíço "Le Temps".

O diretor interino do serviço de análise e prevenção do Escritório Federal da polícia suíça, Jürg Bühler, disse ao jornal que essa fundação é conhecida das autoridades do país, mas se negou a dar mais detalhes.

No ano passado, os EUA já haviam acusado outra fundação radicada na Suíça, a Associação de Socorro Palestino, de financiar o grupo Hamas.

O diretor da Human Appel, um refugiado tunisiano membro do movimento islamista Ennhada, nega, no entanto, ter efetuado as operações financeiras às quais é acusado pelos Estados Unidos. A HAI está inscrita no registro de comércio de Onex como uma organização com fins de caridade.

Baseada nos Emirados Árabes Unidos, a HAI desenvolveu atividades no Sudão e Iraque principalmente e, segundo um relatório do FBI, citado pela justiça americano, mantém "estreitas relações com o Hamas".

Segundo essas informações, a HAI recebeu entre 1997 e 2000 mais de US$ 650 mil da Fundação da Terra Santa, considerada pelas autoridades americanas como um "tampão financeiro" do Hamas.

As autoridades da Tunísia ditaram contra o tunisiano que dirige a seção suíça da HAI uma ordem de captura, sob a acusação de ter tentado fazer explodir um avião e de pertencer a uma organização terrorista.

O tunisiano, identificado apenas pela inicial "L.", classificou como absurdas e sem valor essas acusações do "governo ditatorial tunisiano" e assegura não ter tido nunca nenhum problema com as autoridades da Suíça, país onde está desde 1992 como refugiado.

Em declarações ao jornal "Le Temps", "L." explica que a filial suíça representava a HAI no Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados, e embora siga inscrita no registro comercial, foi liquidada em novembro do ano passado, depois que as primeiras acusações americanas tornaram-se conhecidas.

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