EUA acreditam que líder da Al Qaeda no Paquistão está morto
WASHINGTON (Reuters) - As agências de combate ao terrorismo dos Estados Unidos concluíram que um líder da Al Qaeda envolvido em complôs terroristas no sul da Ásia e na Europa está morto, disse uma autoridade norte-americana, depois de semanas de notícias conflitantes sobre o paradeiro dele.
Autoridades paquistanesas haviam afirmado no mês passado que Ilyas Kashmiri, um suposto líder da Al Qaeda e de uma de suas afiliadas com sede no Paquistão, morrera ao ser atingido por um míssil disparado por uma aeronave teleguiada norte-americana contra um alvo no noroeste do Paquistão.
Reportagens da imprensa citaram um comandante do Harakat-ul Jihad Islami (Huji), o grupo local ao qual Kashmiri supostamente era ligado, confirmando a morte dele.
Entretanto, quando surgiram essas notícias, autoridades norte-americanas disseram que não poderiam confirmar se Kashmiri havia morrido. Fontes dos EUA salientavam que, em setembro de 2009, foi noticiado que Kashmiri havia sido morto também num ataque de um avião não-tripulado, o que acabou se mostrando falso.
Uma autoridade sênior norte-americana disse que, semanas após a mais recente notícia sobre a morte de Kashmiri, agências dos EUA confirmaram com satisfação que Kashmiri estava morto. A autoridade não quis dar detalhes sobre o tipo de evidência que confirmava a informação.
Kashimiri é o mais recente de uma série de líderes militantes mortos ou capturados em operações de contra-terrorismo norte-americano recentemente. Entre eles, estão Osama bin Laden, morto numa operação de forças especiais da Marinha, e Ahmed Abdulkadir Warsame, líder do grupo militante somali Al Shabaab, capturado no mar em abril.
Kashmiri, que seria um ex-oficial militar paquistanês, estaria numa lista fornecida por Washington ao Paquistão de militantes que os EUA buscavam vivos ou mortos, disse uma autoridade paquistanesa à Reuters.
O Departamento de Estado norte-americano ofereceu uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações que levassem à sua localização, descrevendo-o como comandante do Huji, que executou diversos ataques na Índia e no Paquistão, incluindo um ataque suicida em março de 2006 contra o consulado dos EUA em Karachi, no Paquistão. Quatro pessoas, incluindo um diplomata norte-americano, morreram.
(Reportagem de Mark Hosenball)
Reuters