O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, ao comentar pela primeira vez o aumento dos salários dos parlamentares, que o Executivo não seguirá o exemplo, a começar pelo salário do presidente. O salário dos parlamentares passou de R$ 12,8 mil para R$ 24,5 mil e o do presidente, desde 2003, é de R$ 8,9 mil. Para reajustar seu salário, o presidente tem de pedir autorização ao Congresso.
- Eu não aumento o meu salário -, disse Lula.
- Não vai ter efeito cascata (no Executivo) porque nós não vamos abrir mão da responsabilidade de manter uma política fiscal condizente com o desejo que temos de crescer -, ressaltou.
Lula procurou evitar uma crítica direta ao Legislativo e disse que "não pode dar palpite sobre um poder que decide aumentar o seu salário".
- Tanto o presidente Aldo (Rebelo, da Câmara), quanto o presidente Renan (Calheiros, do Senado) disseram que vão tirar o dinheiro do próprio orçamento deles -, disse.
Para o presidente, o país só comporta o reajuste no nível concedido pelo Congresso "se a economia estiver crescendo, se o país estiver rico".
- Como os dois presidentes conhecem os seus orçamentos, eles sabem se vai ou não vai dar (para o Congresso pagar) -, disse.
A Constituição estabelece que o teto de vencimentos dos três poderes deve ser fixado em lei conjunta proposta pelos presidentes da República, do Supremo Tribunal Federal, da Câmara e do Senado. Esse dispositivo, no entanto, nunca foi aplicado.
'Eu não aumento o meu salário', diz Lula
Sexta, 15 de Dezembro de 2006 às 15:52, por: CdB