Rio de Janeiro, 13 de Março de 2026

Etiópia avança por terra e enfrenta combates com somalis

Declarando estar perto de vencer seus inimigos islâmicos da Somália, a Etiópia atacou por terra, nesta terça-feira, os combatentes em retirada e ameaçou ocupar a cidade de Mogadíscio, reduto deles, depois de uma semana de guerra na região do Chifre da África. Os combatentes islâmicos disseram que qualquer tentativa de invadir Mogadíscio terminaria em tragédia. (Leia Mais)

Terça, 26 de Dezembro de 2006 às 09:51, por: CdB

Declarando estar perto de vencer seus inimigos islâmicos da Somália, a Etiópia atacou por terra, nesta terça-feira, os combatentes em retirada e ameaçou ocupar a cidade de Mogadíscio, reduto deles, depois de uma semana de guerra na região do Chifre da África.

- As forças etíopes estão a caminho de Mogadíscio. Elas estão a cerca de 70 quilômetros de distância e é possível que a capturem dentro das próximas 24 a 48 horas - afirmou o embaixador da Somália para a Etiópia, Abdikarin Farah, a repórteres, em Abdis-Abeba.

Os combatentes islâmicos disseram que qualquer tentativa de invadir Mogadíscio terminaria em tragédia para os agressores.

- Isso será a destruição e o dia do juízo final para eles. É uma questão de tempo antes de começarmos a atacá-los de todas as direções - afirmou o porta-voz dos islâmicos, Abdi Kafi, à agência inglesa de notícias Reuters.

A Etiópia dá apoio ao governo secular e interino da Somália na luta contra os combatentes islâmicos que controlam a parte sul do território somali após terem capturado Mogadíscio, em junho. Os governos etíope e norte-americano dizem que os islâmicos recebem ajuda da Al Qaeda e da Eritréia, um país inimigo da Etiópia. Já os combatentes islâmicos afirmam contar com um amplo apoio popular e que seu principal objetivo é restabelecer a ordem na Somália sob o domínio da sharia (lei de inspiração islâmica) após os anos de turbulência vivenciados desde 1991, quando foi deposto o ditador Siad Barre.

A guerra, segundo os dois lados envolvidos, teria matado centenas de pessoas até agora. Diplomatas temem que os conflitos acabem envolvendo a Eritréia, que ingressaria neles ao lado dos islâmicos. Na terça-feira, ao menos dois jatos da Etiópia dispararam mísseis contra os combatentes islâmicos que se retiravam, levando o governo etíope a declarar uma vitória parcial. Mas os islâmicos insistiam que sua retirada e seu reagrupamento eram manobras táticas. Eles prometeram que essa seria uma guerra demorada.

- Lutaremos até o último homem, até termos certeza de que não haja mais forças etíopes em nosso território - afirmou Kafi.

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