Alessandro Yara Rossi, Fabrício Cortinove Pelachine, Guilherme Franco e Leonardo Carvalho,
Especial para o site da FPF
Stillittano; Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Vale; Cavinatto, Fiaschi, Alegretti, Amílcar e Ferré. Esta foi a primeira equipe da Sociedade Esportiva Palmeiras, que completa nesta sexta-feira, 97 anos de existência, conquistas, glórias e diversos craques. Com um passado repleto de títulos, a torcida espera que ao ver o relato dos nomes que marcaram a história, consigam reviver tais momentos, já que depois de ganhar a Taça Rio-São Paulo em 2000, só obteve o título do Paulistão em 2008.
Palmeiras nasce campeão
Integrante da primeira partida da história da Sociedade Esportiva Palmeiras após a mudança de nome do antigo Palestra Itália e mais tarde Palestra de São Paulo, Oberdan Cattani não esquece seu jogo mais inesquecível pelo clube. “Com certeza aquela final do Campeonato Paulista diante do São Paulo, em 1942, foi inesquecível. Entramos com uma bandeira do Brasil quando todos pensavam que homenagearíamos a Itália. De vaias só se ouviam palmas no Pacaembu. Fizemos uma apresentação incrível e o São Paulo preferiu abandonar o campo. O Palmeiras nasceu e já se tornou campeão”, relembrou o goleiro que atuou naquele dia ao lado de Junqueira e Beliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio Christóvam Pinho, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Echevarrieta.
Campeão inúmeras vezes com a camisa alviverde, Oberdan deixou seu recado pelo aniversário do clube e ainda previu o retorno do time no caminho dos títulos. “Fui um dos fundadores das festas de aniversário do Palmeiras. Juntamente com o Turcão, nós convidávamos os jogadores e organizamos como seria feita a celebração. Quero deixar meus parabéns aos 97 anos e que o clube mantenha sempre essa camisa forte que faz os adversários tremer. Confio que em breve o clube voltará a colocar o sorriso no rosto do torcedor levantando muitos troféus”, celebrou o ídolo histórico.
Academia de Futebol
Até hoje os mais nostálgicos sabem facilmente um dos maiores times de todos os tempos do futebol brasileiro: Leão; Eurico, Alfredo, Luís Pereira e Zeca; Dudu, Leivinha e Ademir da Guia; Edu Bala, César Maluco e Nei. Técnico: Osvaldo Brandão. Esta formação foi bi-campeão do Campeonato Brasileiro em 1972 e 1973, como maiores feitos.
Um dos grandes volantes da história do Palmeiras, Dudu fez parte das duas espetaculares academias do clube alviverde. Dudu jogou ao lado de nomes como Leão, Edu Bala, Ademir da Guia e Leivinha. Dentre os feitos da primeira academia, tem o de 1965, quando representou a Seleção Brasileira na inauguração do Estádio do Mineirão e venceu com grande estilo o Uruguai por 3 a 0, mostrando toda a força da equipe naquela época.
Emocionado, Dudu expôs como foi jogar em um time repleto de estrelas. “Cheguei ao Palmeiras e tinha um craque para cada posição. Fui batalhando e cheguei à titularidade da equipe. Fui me firmando dentro do clube e consegui passar muita confiança para os jogadores e torcedores. Sempre procurei defender as cores do Palmeiras com honra”, disse.
Dudu passou praticamente sua vida no Palmeiras. Para ele, o clube é como sua segunda casa e por isso enaltece a agremiação. “Representa quase tudo. Eu jogava na Ferroviária, já tinha aprendido muita coisa, no Palmeiras só tive que aperfeiçoar. Foi nesse clube que consegui tirar o sustento dos meus filhos, tenho meu carro, devo tudo ao Palmeiras. Esse clube é fantástico e me sinto lisonjeado por ser ídolo de um clube da grandeza do Palmeiras”, encerrou.
Maior ídolo da história alviverde com 901 jogos disputados e 153 gols marcados, Ademir da Guia dedicou boa parte da sua carreira como profissional ao Palmeiras, fazendo parte dos dois esquadrões denominados “Academia de Futebol”. O meio- campista, assim como Dudu, seu principal companheiro em campo, destacou a importância do clube. “Me deu tudo aquilo que almejava profissionalmente: jogar em um dos maiores times do Brasil. Ganhei vários títulos e histórias marcantes que vou levar para o resto da minha vida”, afirmou o ‘Divino’, como é chamado pelos torcedores até os dias atuais.
Sobre um jogo que ficou marcado, Ademir pensou muito e apontou a final do Paulistão em 1974, quando o Palmeiras venceu o Corinthians, em pleno Estádio do Morumbi lotado pela torcida rival, por 1 a 0. “Lembro como se fosse hoje, o Luís Pereira ganhando de cabeça do Rivellino, o Jair Gonçalves lançando o Leivinha, que escorou para o Ronaldo marcar o gol do título”, relatou o ex-craque.
Anos 90: a volta às glórias
A década de 1990 significou para o Palmeiras a retomada aos tempos de glória e conquistas do passado. Com os investimentos da Parmalat, que contratou nomes como Edmundo, Zinho, Roberto Carlos, Antônio Carlos, entre outros, o alviverde montou um esquadrão para encerrar o jejum de 17 anos sem títulos.
E no dia 12 de junho de 1993, o Palmeiras acabou com a fila de conquistas ao golear o Corinthians, por 4 a 0, na final do Campeonato Paulista realizada no Estádio do Morumbi.
Contando com a exibição do inspirado Evair, autor de três gols, e com mais um tento marcado por Zinho, a equipe palestrina se recuperou do primeiro jogo da decisão, quando o corintiano Viola marcou o gol da vitória por 1 a 0 no primeiro confronto da decisão, e colocou fim ao jejum que atormentava os torcedores.
Titular daquela campanha vitoriosa, o goleiro Sérgio lembra-se com carinho deste momento de glória no clube. “No futebol temos momentos felizes e tristes, mas o meu principal pelo Palmeiras foi em 1993 quando comecei e fomos campeões neste ano do Paulista, Brasileiro e do Rio São Paulo”, recordou.
Presente em momentos importantes da história palmeirense, Sérgio comentou da importância da equipe da capital para a sua carreira. “O Palmeiras foi onde comecei e representa tudo aquilo que conquistei no futebol, pois as minhas conquistas foram todas dentro do clube, além de ser a equipe que me proporcionou o sonho de ser profissional. É muito bom ser citado e lembrado na história palmeirense sendo reconhecido por isso em todos os lugares que passo”.
América verde
Homem chave na conquista da Libertadores da América de 1999, o atacante Oséas enalteceu o que ficou marcado como o título mais importante da história. “Foi o momento mais marcante da minha carreira. Consegui marcar gols importantes que acabaram acarretando no título. O Palmeiras é um marco na minha vida. Foram temporadas memoráveis que pude jogar ao lado de atletas consagrados e ser comandado pelo Felipão”.
Em menção aos 97 anos do clube, Oséas não escondeu sua satisfação em estar marcado na história do Palmeiras. “Sou mais um torcedor palmeirense que está mandando vibrações positivas a cada jogo. Mesmo morando aqui em Salvador, estou sempre acompanhando o time. Desejo muitos anos de conquistas e títulos. Que a tradição do Palmeiras continue para sempre”, afirmou.
A palavra do Divino
Por fim Ademir da Guia transmitiu a última mensagem pelo aniversário do Palmeiras. “São 97 anos de muitas vitórias, títulos e emoções. Espero que todos continuem torcendo e mantém a esperança para que as glórias retornem”, finalizou.