O Senado americano estendeu por mais um ano (até o final de 2011) a tarifa de importação imposta ao etanol, de 54 centavos de dólar por galão (equivalente a 3,78 litros) e, também, a de 45 centavos de dólar por galão ao etanol misturado à gasolina. As decisões têm impacto direto sobre os nossos produtores porque incidem sobre o etanol brasileiro, produzido à base de cana-de-açúcar e que entra nos EUA, país que produz a maior parte desse combustível à base de milho.
Além do valor desse subsídio, nossos exportadores ainda pagam uma taxa de nove centavos de dólar por galão para vender etanol aos EUA. Aprovadas pelo Senado norte-americano nesta 4ª feira (ontem) as medidas ainda precisam ser votadas na Câmara dos Representantes deles.
Mas, não há mais o que pensar e nem o Brasil como vacilar: tem de requerer imediatamente medidas de retaliação e ir aos tribunais internacionais, recorrer a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra esse exagero de protecionismo do comércio dos EUA. A OMC, inclusive, já nos deu ganho de causa quando recorremos contra o subsídio que Washington destina a seus produtores de algodão.
Os produtores do nosso etanol já vem há algum tempo solicitando ao Itamaraty que inicie o processo de consultas junto à OMC e o momento é mais do que propício para fazê-lo.