O grupo separatista basco ETA anunciou, em comunicado a um jornal basco, que não irá mais atacar políticos espanhóis eleitos. A decisão, efetiva desde 1 de junho, foi motivada pelas recentes "mudanças políticas", teria dito o grupo segundo a versão online do jornal Gara neste sábado.
O governo da Espanha recentemente ofereceu negociar com o ETA, responsável pela morte de mais de 850 pessoas em quatro décadas de campanha de independência, mas exigiu que o grupo abandone as armas.
O grupo, que tem métodos que incluem explosões de carros bombas, seqüestro e assassinato de políticos com um tiro na nuca, quer a criação de um estado encravado entre a França e a Espanha. Segundo o jornal, o grupo disse que agora "depende de Madri e Paris responder positivamente à vontade demonstrada pelo ETA nos meses recentes".
Comunicados do grupo têm se tornado mais freqüentes.
Na sexta-feira o ETA pediu negociações em uma carta publica no Gara, mas o governo insistiu que o grupo desista da violência primeiro.
O ETA não foi responsável por nenhuma morte nos últimos dois anos, mas recentemente lançou uma série de pequenos ataques.