O grupo separatista basco ETA assumiu a responsabilidade por cinco ataques realizados em junho e julho na Espanha, incluindo um destinado a arruinar a candidatura do país para sediar as Olimpíadas. Uma carta do grupo foi publicada no jornal basco Gara nesta terça-feira.
O ETA, que mantém uma campanha de quase quatro décadas pela independência do País Basco, reivindicou a autoria pela explosão de um carro-bomba no dia 25 de junho. O ataque foi contra o estádio La Peineta, crucial na candidatura espanhola para sediar os Jogos Olímpicos de 2012.
No comunicado enviado ao jornal Gara - maneira usual como o grupo divulga suas ações - o ETA disse que também realizou dois ataques a bomba em estradas de Madri no fim de julho, para coincidir com a tradicional saída de moradores da cidade em um feriado.
O ETA, que já matou mais de 800 pessoas, não realiza um ataque fatal há cerca de dois anos, e muitos na Espanha esperam o anúncio de um cessar-fogo.
A imprensa espanhola informou que o governo está em contato com o ETA, mas Madri negou a informação.
O ministro do Interior da Espanha, José Antonio Alonso, disse nesta terça-feira que estava otimista quanto ao fim do ETA e afirmou que o grupo ficou enfraquecido com 190 prisões realizadas nos últimos 18 meses.
Ele declarou, entretanto, que o ETA - considerado um grupo terrorista por Espanha, Estados Unidos e União Européia - ainda pode realizar ataques.
No comunicado desta terça-feira, o grupo também reivindicou responsabilidade pelo ataque em uma usina elétrica e em uma construtora, ambos em julho.
O grupo atacou a empresa por ela "se recusar a fornecer dinheiro em favor da liberdade do País Basco".