Novos estudos realizados na Lagoa Rodrigo de Freitas por técnicos da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, com o apoio do Laboratório Analytical Solutions e do Museu Nacional da UFRJ, detectaram a contaminação de sedimentos da lagoa por furanos e dioxinas, com valores muito acima do padrão, e do fígado de peixes por metais pesados.
As dioxinas e os furanos, que fazem parte da Lista Suja - grupo de 12 poluentes orgânicos - além de serem tóxicos, podem se acumular nos seres humanos e demais organismos vivos, gerando doenças e podendo levar à morte. Um estudo anterior, realizada pela Comissão com o Laboratório Analytical Solutions e a Uerj, havia constatado uma alta concentração de metais pesados e de hidrocarbonetos em sedimentos do fundo da lagoa. Agora, os pesquisadores comprovam a contaminação do ecossistema que compõe a Lagoa Rodrigo de Freitas.