É céu de brigadeiro para o Brasil nos próximos anos. As principais commodities agropecuárias devem manter seus preços altos por uma década, apesar da grande volatilidade das cotações. É o que concluiu um estudo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), "Perspectivas Agrícolas 2011-2020".
Segundo o estudo, ainda que os preços de trigo e demais tenham caído dos níveis recordes de dois anos atrás, dificilmente recuarão aos patamares de uma década atrás. Em média, deverão se manter em termos reais (descontada a inflação) entre 15 e 40% mais altos que a média apurada entre 1997 e 2006. Óleos vegetais – a exemplo do óleo de soja – devem ser cotados a preços, no mínimo, 40% superiores.
Em resumo, a demanda deverá se manter firme. E essa é mais uma boa notícia para o Brasil. Melhor ainda. Contraria todas as avalições de nossos profetas do caos, em sua maioria, tucanos. O estudo foi apresentado pelas duas organizações no fim de semana em Paris e precede a reunião de ministros da agricultura do G-20 (em Paris, dias 22 e 23 próximos).
Redução na oscilação de preços
Na reunião das grandes potências, os ministros vão negociar um pacote de medidas para estimular o aumento da produção global e a redução das oscilações de preços - que nos últimos anos pressionaram a inflação e provocaram protestos políticos, comerciais, diplomáticos e de rua em diversos países.
Para nós, a meta, agora é agregar valor às nossas exportações e consolidar nosso papel na América do Sul e na África como exportador de capital, serviços e tecnologia.
Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa