Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Estudo mostra que nível de endividamento das empresas aumenta com dólar valorizado

Segunda, 26 de Agosto de 2013 às 05:40, por: CdB
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O Banco Central (BC) fez mais um leilão de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro
O nível de endividamento das empresas aumentou 2,9% em julho, segundo aponta o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Houve alta também sobre o mesmo mês do ano passado (4,6%) e no acumulado de janeiro a julho (1,8%). Os economistas da Serasa Experian atribuem a elevação da inadimplência em parte à valorização do dólar. Com a moeda norte-americana mais alta, as empresas que assumiram compromissos atrelados a ela enfrentam, consequentemente, ônus maior. Além disso, com os juros mais altos, o setor paga mais caro para conseguir capital de giro. Os economistas também apontam como fator para a alta do endividamento, o crédito mais seletivo, restringindo o acesso, principalmente, dos micro e pequenos empresários. A inadimplência em relação a junho foi puxada, principalmente, pelo aumento de 8% no movimento de títulos protestados. No acumulado do ano até julho, comparado a igual período do ano passado, esse tipo de dívida teve expansão de 5,3% com valor médio de R$ 2.042. O segundo tipo de dívida que mais cresceu foi com os bancos (2,6%). De janeiro a julho, no entanto, essa inadimplência está 4% menor do que no mesmo período de 2012, com valor médio de R$ 5.074. Já as emissões de cheques sem fundo foram 1,9% maiores do que em junho e 13,2% superiores ao acumulado de janeiro a julho do ano passado com valor médio de R$ 2.492,12. Nessa mesma base de comparação houve alta de 4,7%  nas dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) com valor médio de R$ 812. Sobre junho último, a taxa ficou praticamente estável com alta de 0,3%. Dólar De olho no endividamento externo, o Banco Central (BC) iniciou nesta segunda-feira, conforme programado, leilão de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. A operação totalizou US$ 497,9 milhões, com a negociação de todos os 10 mil contratos ofertados. No último dia 22, o BC anunciou que faria leilões de swap cambial de segunda a quinta-feira, com oferta de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido ao mercado o crédito de até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra. Na última sexta-feira, foi feito o primeiro leilão dessa programação. Segundo o BC, esse programa se estenderá, pelo menos, até 31 de dezembro de 2013, e pode totalizar US$ 60 bilhões. A autoridade monetária informou ainda que poderá fazer operações adicionais, se julgar apropriado. Para o BC, o anúncio prévio dessas operações ajuda a aumentar o horizonte de planejamento dos agentes econômicos e a reduzir as oscilações da cotação do câmbio. A programação de leilões diários é pouco usual. A ação do BC lembra o período de tensão pré-eleitoral, em 2002. Naquele ano, o BC fez intervenções diariamente chamadas de “rações diárias” no mercado. A alta da moeda no país é reflexo da intenção do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), o Banco Central dos Estados Unidos, de reduzir os estímulos monetários. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global, caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.
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