Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Estudo do FMI diz que América Latina crescerá 4,25% em 2007

O Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que a região da América Latina e do Caribe crescerá 4,25% em 2007, após uma expansão de 4,75% neste ano, a maior das últimas décadas. No entanto advertiu que há riscos de desaceleração no futuro por causa do desaquecimento da economia dos Estados Unidos.

Quinta, 02 de Novembro de 2006 às 16:06, por: CdB

O Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou que a região da América Latina e do Caribe crescerá 4,25% em 2007, após uma expansão de 4,75% neste ano, a maior das últimas décadas. No entanto advertiu que há riscos de desaceleração no futuro por causa do desaquecimento da economia dos Estados Unidos.

Na apresentação de um estudo sobre as perspectivas econômicas das Américas, nesta quinta-feira, na Cidade do México, o FMI disse que as projeções da região "continuam sólidas" num contexto "ainda favorável" da economia mundial, que crescerá cerca de 5% no próximo ano. A região latino-americana conseguirá uma taxa de crescimento médio de 4,25% para 2007 e, este ano, fechará com uma expansão de 4,75%, "o que indica que a expansão atual é mais rápida das últimas décadas", destacou o documento.

Mas o FMI adverte, porém, que existem riscos de "deterioração no futuro", em particular pela "possível queda mais acentuada da taxa de crescimento dos Estados Unidos". Além disso, cita como eventuais fatores de preocupação para a região "o endurecimento imprevisto dos mercados financeiros mundiais e a volatilidade dos preços dos produtos básicos".

De acordo com a instituição, "a inflação, em geral, vem se mantendo controlada e deve cair até chegar a 5% em 2007 em toda a região". Insistindo na necessidade das reformas econômicas para "consolidar a estabilidade macroeconômica e aumentar o crescimento", o FMI recomenda combater a "acentuada desigualdade" na América Latina, a região com mais desigualdade social do mundo.

- Para assegurar a estabilidade macroeconômica, aumentar o crescimento e aproximar os países regionais ao grau de investimento, seus programas de reforma devem enfrentar as causas históricas das crises na região, inclusive a desigualdade -, recomenda a instituição.

Para o Fundo, "conseguir uma maior igualdade social constitui um processo lento e difícil", mas existem ferramentas que "podem ser usadas para isso, como as reformas fiscais e políticas relacionadas ao mercado de trabalho", entre outras.

Ao mesmo tempo, admite que obter melhoras duradouras exige reunir "um eleitorado que apóie as reformas". Além disso, o FMI adverte que "a dívida pública continua sendo relativamente alta e, em geral, os orçamentos são rígidos e o ritmo do gasto aumentou".

Tags:
Edições digital e impressa