Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Estudo chama atenção para necessidade de informar adolescentes sobre implicações do início da vida sexual

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 12:19, por: CdB

Elasainda nem bem saíram da infância e já tiveram de trocar as brincadeiras deboneca para cuidar de bebês na vida real. Na Bolívia, 4,7% das adolescentes já tiveramuma gravidez prévia antes dos 15 anos de idade. Isso é o que revela o Estudo de gravidez adolescente em quatrohospitais materno-infantis de La Paz, El Alto, Cochabamba e Santa Cruz,elaborado pelo Ministério da Saúde e Esportes boliviano.

"Nogrupo de adolescentes menores de 15 anos, pôde-se observar que 93,4% nãotiveram gravidez prévia. 4,7% já tiveram uma gestação e 1,9% tiveram até duasgestações prévias”, destaca a pesquisa, que pretende servir de subsídio para aelaboração de programas destinados à saúde integral de adolescentes e jovens dopaís.

Foiconstatado que a metade das gravidezes em adolescentes acontece cerca de seismeses depois do início da vida sexual. Para o Ministério da Saúde e Esportes,esta informação mostra a necessidade de esclarecer para as e os adolescentestodos os riscos existentes desde a primeira relação sexual.

Aindasegundo o estudo, das adolescentes grávidas com menos de 15 anos que utilizaramos serviços dos quatro hospitais, 54,3% se declararam solteiras e 83,3%afirmaram que não fizeram uso de métodos anticoncepcionais.

Apesquisa chama a atenção para os problemas que essas meninas podem enfrentarpor conta da gravidez precoce. Situações que vão desde um casamento precipitadoou abandono do companheiro até atrasos nos estudos. Além disso, os riscos deaborto provocado, mortalidade materna e complicações obstétricas são maioresentre as adolescentes.

"Comose todo o anterior fosse pouco, muitas investigações têm apontado que aadolescente que já tem um filho está em grande risco de voltar a ficar grávidadurante o resto de sua adolescência. No prazo de três anos, 70% das mãesadolescentes têm um novo filho em alguns dos grupos estudados nessestrabalhos”, acrescenta.

Combase em informações da Enquete de Demografia e Saúde de 2003, o informe revelaque 16% das mulheres entre 15 e 19 anos já engravidaram. Apesar de 86,2% dasmulheres e 90,7% dos homens conhecerem algum tipo de método contraconceptivo, aenquete mostra que esses conhecimentos não são colocados em prática. Apenas9,6% das mulheres sexualmente ativas utilizam algum método para evitar agravidez.

"NaBolívia, nove de cada dez adolescentes de 15 a 19 anos em união conhecem um métodode anticoncepção moderno. Das adolescentes sexualmente ativas, menos de uma usaum MAC [Método Anticonceptivo] moderno. Em termos de porcentagem, a diferençaque separa o conhecimento da prática é de mais de 87 pontos percentuais”, destacaa pesquisa.

Oresultado da falta de prevenção é a gravidez indesejada. De acordo com oestudo, a Enquete Nacional da Adolescência e Juventude de 2008 mostra que trêsde cada cinco gestações em adolescentes e jovens não foram desejadas.

Oestudo completo pode ser lido em: http://pt.scribd.com/doc/57786390/Estudio-EMBARAZO-ADOLESCENTE-en-4-Hos-Pi-Tales-de-Bolivia

Tags:
Edições digital e impressa