Uma equipe de especialistas que estudava pessoas com uma desordem genética pouco comum indentificou uma substância química produzida no cérebro que exerceria um papel-chave no apetite e obesidade, encontro que poderia levar à fabricação de novos remédios.
Estudos anteriores com animais haviam apontado que esta substância, conhecida como BDNF, ajuda a regular o apetite e o peso, mas o novo estudo publicado no veículo de informações New England Journal of Medicine é o primeiro a mostrá-lo em pessoas.
- A importância do estudo é que nos abre outro caminho para desenvolver tratamentos que poderiam ajudar as pessoas com obesidade – disse o doutor Jack Yanovski, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano Eunice Kennedy, que forma parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.
Sabe-se uma série de substâncias presentes no corpo de forma natural, incluindo os hormônios Leptina e Neuropeptídeo Y, afetam o apetite e a obesidade, e as descobertas sobre o BDNF poderiam aumentar a compreensão dos fatores que favorecem a doença, adiantou o especialista.
- Vemos uma pequena parte do que na realidade é um quebra-cabeças gigante e complexo – disse Yanovski, um dos autores do estudo. Ele afirmou também que uns 300 genes poderiam afetar o peso corporal.
Tradução: Diego Ferreira