Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Estudantes protestam e ocupam reitoria da Uerj

Cerca de 300 estudantes ocupam há mais de vinte e quatro horas a reitoria da Uerj. Os alunos pedem a suspensão temporária do vestibular, a melhoria na infra-estrutura da universidade e o aumento do número de professores e técnicos administrativos contratados. (leia mais)

Sexta, 12 de Setembro de 2008 às 13:32, por: CdB

Cerca de 300 estudantes de todos os cursos ocupam há mais de vinte e quatro horas a reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Os alunos pedem, entre outras coisas, a suspensão temporária do vestibular, a melhoria na infra-estrutura da universidade e o aumento do número de professores e técnicos administrativos contratados. A previsão do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Uerj é de que os alunos fiquem na reitoria até este domingo, dia de realização do vestibular.

Segundo o diretório acadêmico, foram feitas duas assembléias estudantis na última quarta-feira. Nelas, os alunos aprovaram a ocupação da reitoria como o melhor instrumento para chamar a atenção da direção da universidade e do governo do estado.

A coordenadora-geral do DCE da Uerj, Fabiane Simão, diz que um dos pedidos da manifestação é a suspensão temporária do vestibular, porque a universidade não teria condições estruturais para receber mais alunos.

- O intuito não é prejudicar nenhum estudante que queira prestar o vestibular. A nossa intenção é fazer com que a universidade não absorva mais alunos do que ela pode neste momento. Nós queremos que o governo do estado dê atenção à reestruturação da UERJ como um todo, porque nós já passamos por situações críticas, como incêndios, quedas de bloco, canos estourando em banheiros e até falta de carteiras - afirmou ela.

A assessoria da Uerj afirma que o vestibular deste domingo está garantido e que as outras reivindicações serão negociadas com o diretório acadêmico.

Segundo informações da assessoria, os professores da Uerj farão uma assembléia na próxima segunda-feira para decidir se entram em greve ou não para exigir melhorias salariais.

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