Milhares de estudantes universitários do Egito realizaram manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak nesta terça-feira.
Foi o maior protesto de uma recente onda de manifestações por reformas e democracia.
A maioria dos manifestantes em cinco universidades do Cairo e no delta do Rio Nilo era composta por integrantes do movimento Irmandade Muçulmana.
Centenas de policiais foram mobilizados para impedir que as passeatas deixassem as universidades e se espalhassem pelas ruas.
Militantes islâmicos, liberais e nacionalistas pedem o fim de um estado de emergência que já dura 24 anos no país - desde o assassinato, em 1981, do então presidente Anuar Sadat.
Os manifestantes também pedem a saída de cena do presidente Mubarak - que está no poder desde 1981 e espera se reeleger para um quinto mandato nas eleições presidenciais de setembro.
Em vista das pressões internas e internacionais por democratização, Mubarak autorizou pela primeira vez outros candidatos, além dele, na eleição deste ano.
A polícia disse que cerca de 4 mil estudantes marcharam dentro dos limites da Universidade de Al-Azhar, no centro velho do Cairo.
Muitos estudantes faziam o sinal da vitória e carregavam cópias do Alcorão no local, considerado um importante centro dos muçulmanos sunitas.
Nas universidades de Ain Shams e Helwan, ambas no Cairo, há relatos de que cerca de mil estudantes tenham tomado parte dos protestos.
Nas cidades de Kafr al-Sheikh e Mansoura, no delta do Nilo, os protestos reuniram 2 mil estudantes e cada uma das universidades.
As forças de segurança prenderam nas últimas semanas centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana, para tentar evitar que os protestos se espalhem.
Estudantes protestam contra presidente no Egito
Terça, 05 de Abril de 2005 às 14:56, por: CdB